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Biden pede a Congresso US$ 1,52 tri em gastos discricionários no Orçamento
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou ao Congresso nesta sexta-feira, 9, sua proposta de Orçamento para o ano fiscal de 2022 Na peça, a equipe econômica da Casa Branca pede US$ 1,52 trilhão em gastos discricionários, 8% a mais em relação aos US$ 1,4 trilhão autorizados pelo Congresso para 2021

Por Estadão Conteúdo

Crédito: Divulgação/Internet

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou ao Congresso nesta sexta-feira, 9, sua proposta de Orçamento para o ano fiscal de 2022 Na peça, a equipe econômica da Casa Branca pede US$ 1,52 trilhão em gastos discricionários, 8% a mais em relação aos US$ 1,4 trilhão autorizados pelo Congresso para 2021. A gestão democrata tem sido marcada por elevação dos gastos públicos para embalar a recuperação econômica após a crise trazida pela pandemia do novo coronavírus.

A proposta orçamentária apresentada eleva os investimentos, por exemplo, em saúde e educação. Biden pede US$ 10,7 bilhões para financiar "pesquisas, prevenção e tratamento" da covid-19 e mais US$ 8,7 bilhões apenas para o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

"É uma forma de resgatar a capacidade da agência de saúde mais proeminente do mundo", diz o texto apresentado aos parlamentares.

Eleito com uma plataforma voltada à sustentabilidade, o governo democrata solicita ainda US$ 14 bilhões em políticas de combate às mudanças climáticas. Não há, na peça construída pela equipe econômica do presidente, menções a eventuais financiamentos diretos ao cerceamento de queimadas na Amazônia, como foi aventado por Biden durante a campanha eleitoral.

Outros US$ 36,5 bilhões são solicitados em investimentos em escolas voltadas à população de baixa renda, além de US$ 6,5 bilhões para projetos do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), que apoia pacientes com câncer, diabetes, Alzheimer e outras doenças.

A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, emitiu nota defendendo a proposta orçamentária. "Investe em pequenas e médias empresas, dá transparência corporativa e protege o sistema financeiro", diz a ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Ela afirma, ainda, que a peça favorece a justiça tributária no país, ao propor elevar em 10% o aporte dado ao Internal Revenue Service (IRS), a "Receita Federal americana". "Com esse financiamento, o IRS aumentará a supervisão das declarações de impostos corporativos e de alta renda para garantir o cumprimento", afirma a secretária.

A fala vem em meio à defesa enfática da Casa Branca de elevar para 28% a alíquota cobrada sobre grandes empresas para financiar um pacote trilionário de fomento à infraestrutura. O projeto de lei já foi apresentado ao Congresso local, mas enfrenta resistência no Partido Republicano.