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Embaixador de Mianmar na ONU pede zona de exclusão aérea e sanções contra a junta
O embaixador de Mianmar na ONU, que se rebelou contra a junta militar que governa de fato seu país, pediu nesta sexta-feira (9) a imposição de uma zona de exclusão aérea, um embargo de armas e outras sanções para forçar a restauração da democracia

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O embaixador de Mianmar na ONU, que se rebelou contra a junta militar que governa de fato seu país, pediu nesta sexta-feira (9) a imposição de uma zona de exclusão aérea, um embargo de armas e outras sanções para forçar a restauração da democracia.

"Agora é necessária uma ação urgente e mais forte", disse o embaixador Kyaw Moe Tun em uma reunião do Conselho de Segurança.

"O tempo é essencial para nós", afirmou. "Por favor, por favor, atuem", pediu.

O embaixador lamentou a "falta de ação adequada e firme por parte da comunidade internacional, especialmente do Conselho de Segurança da ONU" após o golpe de 1º de fevereiro.

Kyaw Moe Tun acusou a junta militar de alvejar deliberadamente civis e expressou preocupação com a morte de crianças.

"Uma zona de exclusão aérea deve ser declarada", disse ele, "para evitar mais derramamento de sangue causado por ataques aéreos militares em áreas civis".

"Não há dúvida de que esses atos não são aceitáveis para todos nós neste mundo moderno", acrescentou.

"Acredito firmemente que a comunidade internacional, em particular o Conselho de Segurança da ONU, não permitirá que essas atrocidades continuem a ocorrer em Mianmar".

O embaixador também pediu um embargo internacional de armas e o congelamento de contas bancárias de militares e suas famílias.

E solicitou a suspensão de todos os investimentos estrangeiros diretos até a restauração do governo democraticamente eleito.

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