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A morte do príncipe Philip, um duro revés para uma rainha
A morte do príncipe Philip, nesta sexta-feira (9), é um golpe particularmente duro para a rainha Elizabeth II, já muito afetada por várias crises familiares nos últimos tempos

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

A morte do príncipe Philip, nesta sexta-feira (9), é um golpe particularmente duro para a rainha Elizabeth II, já muito afetada por várias crises familiares nos últimos tempos.

Com a morte do príncipe Philip, Elizabeth II perde o marido, por quem se apaixonou na adolescência e com quem foi casada por mais de 70 anos.

Por ela, ele renunciou aos títulos de nobreza, obteve a cidadania britânica e adotou o nome de sua mãe, Mountbatten.

Ao seu lado, Philip participou de dezenas de milhares de compromissos públicos até se aposentar em 2017. Uma entrega que, nas palavras da rainha Elizabeth II, fez dele sua "rocha" e sua "força".

A partir de agora, a soberana, que completa 95 anos no dia 21 de abril, terá de enfrentar sozinha as crises que abalam a família real britânica.

O príncipe Harry, o neto da rainha, e sua esposa Meghan não apenas se aposentaram da família real por um ano, mas também não têm sido muito bons com ela.

O casal, morando nos Estados Unidos, deu uma entrevista televisionada em 7 de março à Oprah Winfrey sobre sua saída das obrigações reais. Meghan afirmou não ter recebido nenhum apoio psicológico da família real em relação a seus pensamentos suicidas.

A ex-atriz e seu marido disseram ainda que um membro não identificado da família real a perguntou qual cor teria seu filho Archie, enquanto ela estava grávida.

Essas acusações alimentaram um debate sobre o racismo no Reino Unido, alimentado pelas manifestações "Black Lives Matter" no ano passado.

Em um comunicado, a rainha disse levar as acusações "muito a sério" e prometeu que seriam tratadas "pela família em particular", mas deixou claro que "as lembranças podem variar" dependendo da pessoa.

O príncipe Andrew, o segundo filho da rainha, teve que se retirar da vida pública devido à amizade com o falecido milionário americano Jeffrey Epstein, acusado de ter explorado sexualmente menores.

Uma americana, Virgina Roberts, afirmou que foi forçada por Epstein a fazer sexo com Andrew, o que ele nega.

Porém, a tentativa de defesa do príncipe Andrew em uma entrevista a BBC foi desastrosa, com negações julgadas não convincentes, sem demonstração de arrependimento e sem empatia pelas vítimas de seu amigo.

Muitas das empresas e universidades com as quais colaborou decidiram dispensá-lo e ele teve de se retirar da vida pública.