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Alemanha quer endurecer legislação nacional sobre coronavírus
O governo alemão adotará, na próxima semana, um projeto para endurecer a legislação sanitária para combater a covid-19 e poder impor medidas em todo país - anunciou uma porta-voz nesta sexta-feira (9)

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O governo alemão adotará, na próxima semana, um projeto para endurecer a legislação sanitária para combater a covid-19 e poder impor medidas em todo país - anunciou uma porta-voz nesta sexta-feira (9).

Esta reforma permitirá contornar, se for necessário, as resistências regionais, ou locais, em um momento em que o país é atingido por uma terceira onda de contágios.

"A Alemanha continua sendo uma presa da pandemia. O número de infecções continua aumentando, assim como o número de pacientes em terapia intensiva. O país se encontra no meio da terceira onda", disse à imprensa um porta-voz da Chancelaria, Ulrike Demmer.

"Por isso, o governo federal e os estados [federais], em concertação com as bancadas parlamentares do Bundestag, concordaram em modificar a lei de proteção contra as infecções e regulamentar as restrições a serem adotadas, em uma base federal uniforme", acrescentou.

"O objetivo é criar normas nacionais uniformes", explicou, indicando que a emenda será apresentada ao gabinete na terça-feira (13).

Há várias semanas, o governo e as regiões se dividem em relação à resposta para a crise sanitária.

A chanceler Angela Merkel adota há meses uma linha dura em matéria de restrições. Recentemente, porém, teve de recuar, devido ao descontentamento da opinião pública e das regiões.

O governo alemão e as autoridades sanitárias pediram novas medidas, nesta sexta-feira, para conter uma situação considerada alarmante.

"Precisamos de um fechamento para quebrar a onda atual", advertiu o ministro da Saúde, Jens Spahn, em entrevista coletiva.

"Isso poder ser uma ponte para uma fase de abertura mais afirmada", alegou, manifestando-se a favor de toques de recolher noturnos.

Espaços culturais, bares, restaurantes, negócios não essenciais e clubes esportivos estão fechados no país há meses.

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