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França aumenta restrições por causa da pandemia, que ameaça piorar nas Américas
Com os hospitais colapsados, a França decidiu aumentar as restrições para tentar frear o avanço na terceira onda de covid-19, que ameaça piorar nas Américas e é a terceira causa de morte nos Estados Unidos, enquanto a campanha de vacinação avança lentamente na maior parte do mundo

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Com os hospitais colapsados, a França decidiu aumentar as restrições para tentar frear o avanço na terceira onda de covid-19, que ameaça piorar nas Américas e é a terceira causa de morte nos Estados Unidos, enquanto a campanha de vacinação avança lentamente na maior parte do mundo.

Em uma mensagem ao país em que admitiu ter "cometido erros" no gerenciamento da crise sanitária, o presidente Emmanuel Macron anunciou que a partir de sábado as medidas de distanciamento - já em vigor em 19 departamentos - serão estendidas a toda a França, o que inclui o fechamento do comércio não-essencial, com algumas exceções, e a proibição de deslocamento por mais de 10 km.

Em uma medida delicada para a população, escolas até o ensino médio vão fechar na próxima segunda-feira por, pelo menos, três semanas. Os alunos terão que voltar para a educação à distância, como há um ano.

O governo, que manterá o toque de recolher noturno, quer acelerar a vacinação e começará a imunizar os maiores de 60 anos no dia 16 de abril e os maiores de 50 anos no dia 15 de maio.

Em pouco mais de um ano, a pandemia já causou a morte de mais de 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo e provocou cerca de 128 milhões de contágios, de acordo com uma contagem da AFP com base em números oficiais.

De acordo com dados oficiais publicados nesta quarta-feira, no último ano a covid-19 foi a terceira principal causa de morte - depois de doenças cardíacas e câncer - nos Estados Unidos, com o recorde mundial de mortes pela doença: cerca de 560.000 desde o início da pandemia.

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, alertou nesta quarta-feira que os casos de covid-19 estão "em alta" nas Américas e que, sem ações preventivas, há um "risco real" de que esse pico seja pior do que o que muitos países viveram no ano passado.

Depois dos Estados Unidos, está o Brasil, , com quase 318.000 mortos, onde os hospitais já estão saturados: 18 das 27 unidades federativas do país têm mais de 90% de seus leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) ocupados por pacientes com covid-19, e outros sete registram um ocupação de 84% a 89%, de acordo com o último boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"Chegamos a uma situação muito trágica, semelhante à que aconteceu na Itália" no início do ano passado, explicou a epidemiologista brasileira Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Em toda a América Latina, mais de 778.000 pessoas morreram de coronavírus e a região soma mais de 24 milhões de casos.

Mais de 565 milhões de vacinas foram administradas em todo o mundo, de acordo com cálculos da AFP com base em números oficiais, mas as desigualdades entre os países são gritantes.

A vacinação avança lentamente, principalmente na Europa e na América Latina.