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ONU preocupada com denúncias de abusos de paramilitares russos na República Centro-Africana
Um grupo de especialistas das Nações Unidas expressou sua preocupação com as denúncias de "graves violações dos direitos humanos" por parte de paramilitares russos que lutam junto das forças armadas na República Centro-Africana, segundo um comunicado publicado nesta quarta-feira (31) em Genebra

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Um grupo de especialistas das Nações Unidas expressou sua preocupação com as denúncias de "graves violações dos direitos humanos" por parte de paramilitares russos que lutam junto das forças armadas na República Centro-Africana, segundo um comunicado publicado nesta quarta-feira (31) em Genebra.

"Os especialistas receberam e continuam recebendo relatos de graves violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário por parte da equipe militar privada que opera em conjunto con as Forças Armadas Centro-africanas (FACA) e, em alguns casos, com as forças de manutenção da paz da ONU", afirmou o grupo de especialistas da ONU.

"O grupo de trabalho sobre os mercenários expressou sua profunda preocupação com as ações interconectadas da Sewa Security Services, Lobaye Invest SARLU, uma empresa russa e uma organização com sede na Rússia conhecida como Wagner Group", afirmaram.

Os especialistas apontam particularmente para seu envolvimento em uma série de ataques violentos desde as eleições presidenciais de 27 de dezembro de 2020.

Entre as violações dos direitos humanos "há relatos de execuções sumárias em massa, detenções arbitrárias, torturas durante os interrogatórios, desaparecimentos forçados, deslocamentos forçados da população civil, ataques indiscriminados contra instalações civis, violações do direito à saúde e ataques cada vez mais frequentes contra os agentes humanitários", segundo os especialistas.

Duas semanas antes das eleições presidenciais e legislativas do final de dezembro, seis dos grupos armados mais poderosos que controlavam dois terços da República Centro-Africana, imersa em uma guerra civil há oito anos, se uniram para derrubar o governo do presidente Faustin Archange Touadéra.

As autoridades centro-africanas solicitaram e receberam o apoio de centenas de tropas paramilitares ruandesas e russas, que foram ao resgate de um exército despejado.

Expulsaram os rebeldes, com a ajuda também de cerca de 12.000 soldados da força de paz da Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca), presente no país desde 2014.

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