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Papa pede que padres mexicanos encarem desigualdades, violência e corrupção
O papa Francisco pediu nesta segunda-feira (29) aos padres e seminaristas mexicanos que estudam em Roma para encararem quando retornarem ao seu país os maiores problemas do México: "violência, desigualdade e corrupção"

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O papa Francisco pediu nesta segunda-feira (29) aos padres e seminaristas mexicanos que estudam em Roma para encararem quando retornarem ao seu país os maiores problemas do México: "violência, desigualdade e corrupção".

Em um discurso pronunciado na sala Clementina do Vaticano, diante de cerca de 85 padres do Pontifício Colégio Mexicano de Roma, o papa lembrou as dificuldades enfrentadas pelo México e pelo resto dos países latino-americanos por causa da pandemia, o que agravou os grandes problemas sociais e econômicos da região.

"Diante de tudo, precisamos olhar com a ternura que nosso Deus Pai vê as problemáticas que afligem a sociedade: violência, desigualdades sociais e econômicas, polarização, corrupção e falta de esperança, especialmente entre os mais jovens", destacou.

O pontífice argentino pediu a eles que olhem a realidade com "ternura" e que trabalhem pela "reconciliação", especialmente com os marginalizados, como as populações indígenas.

"As dificuldades sociais que enfrentamos, as enormes diferenças e a corrupção exigem de nós um olhar que nos torne capazes de tecer os diferentes fios que foram fragilizados ou cortados na tilma colorida de culturas que compõem o tecido social e religioso da nação, prestando assistência principalmente para aqueles excluídos por causa de suas raízes indígenas ou de sua particular religiosidade popular", pediu.

Francisco, que em 2016 realizou uma importante viagem ao México, lembrou que a Igreja mexicana deve trabalhar para "recompor relações respeitosas e construtivas" e mencionou também as "negligências e carências" que é preciso corrigir.

"Somos chamados a não subestimar as tentações mundanas que podem nos levar a um insuficiente conhecimento pessoal, a atitudes autorreferenciais, ao consumismo e às múltiplas formas de evasão das nossas responsabilidades", alertou.

O tradicional encontro anual também acabou com música.

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