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Primeiro-ministro australiano muda ministério após escândalo de estupros
O primeiro-ministro australiano, o conservador Scott Morrison, destituiu nesta segunda-feira (29) dois pesos pesados de seu governo e os rebaixou para pastas de menor importância, após um escândalo por denúncias de estupros

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O primeiro-ministro australiano, o conservador Scott Morrison, destituiu nesta segunda-feira (29) dois pesos pesados de seu governo e os rebaixou para pastas de menor importância, após um escândalo por denúncias de estupros.

A ministra da Defesa, Linda Reynolds, e o procurador-geral, Christian Porter, que é o principal assessor jurídico do governo, foram destituídos de suas pastas, anunciou Morrison.

O primeiro-ministro também informou a promoção de várias mulheres no Executivo e declarou que sua nova equipe tem a "maior representação feminina" na história do governo australiano.

O chefe de Governo conservador era pressionado há várias semanas por casos que revelaram o machismo na cultura política australiana, o que provocou muitos protestos no país.

Uma ex-funcionária do governo, Brittany Higgins afirmou no mês passado que em 2019 foi estuprada por um colega no gabinete do Parlamento de Reynolds, que na época era ministra da Indústria de Defesa.

Mais tarde promovida ao cargo de ministra da Defesa, Reynolds foi criticada pela forma como seu gabinete administrou na época as acusações da jovem.

No início de março, Porter foi acusado de ter estuprado em 1988 uma colega de estudos de 16 anos, o que ele nega. A suposta vítima morreu no ano passado.

Os dois ministros estavam afastados há várias semanas e o primeiro-ministro havia afirmado que os dois retornariam a seus postos.

Com as mudanças, ambos continuam no governo, mas foram rebaixados. Reynolds volta à pasta de Serviços Governamentais e Porter assume o ministério da Indústria, Ciência e Tecnologia.

Não é possível determinar se a mudança será suficiente para acalmar a indignação de parte da sociedade.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram nas últimas semanas para exigir igualdade e contra a violência e o assédio sexual.

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