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Convencidos, otimistas ou indecisos, os israelenses voltam às urnas
Os habitantes de Israel, incluindo os colonos da Cisjordânia ocupada e árabes de Jerusalém Oriental anexada, votam na terça-feira (23) nas quartas legislativas em menos de dois anos, marcadas pela vacinação contra a pandemia

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Os habitantes de Israel, incluindo os colonos da Cisjordânia ocupada e árabes de Jerusalém Oriental anexada, votam na terça-feira (23) nas quartas legislativas em menos de dois anos, marcadas pela vacinação contra a pandemia.

As eleições voltam a ser disputadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (direita) e o centrista Yair Lapid. Dias antes das eleições, a AFP pediu a israelenses de diferentes ideologias políticas e origens sociais que explicassem a escolha que estão prestes a fazer.

Com chapéu e barba, Yoram Bitan, que nasceu na França, mora perto da colônia de Kfar Etzion, ao sul de Jerusalém. Ele acredita que apenas "Bibi" (apelido de Netanyahu) pode favorecer a anexação da Cisjordânia ocupada.

Prefere dar seu voto ao Likud, o histórico partido da direita israelense, do que a uma formação de direita menor.

"Vou continuar a votar em Bibi. Acho que ele fez muitas coisas até hoje. Fez nosso país avançar. Tem ideias de direita, realmente de direita, como eu. Não vou dar o meu voto a um partido pequeno porque é importante que um partido grande vença", afirma.

O homem de 54 anos defende um Estado (Israel) e não dois (Israel e Palestina), anexando "todas as terras que são consideradas territórios ocupados". E dando "a possibilidade aos palestinos de viverem conosco, em paz", ressalta.

"Não vim ocupar, mas vim viver aqui, para estar junto a Jerusalém. Amo a terra e acredito que as minhas raízes estão aqui. As raízes deles também estão, por isso não vejo nenhuma razão pela qual não podemos viver juntos. E é o que fazemos, é o que fazemos todos os dias", explica.

Originária da Filadélfia, nos Estados Unidos, Devorah Treatman, uma estudante de 26 anos, imigrou para Israel em 2013 e cumpriu o serviço militar.

Afirma ter encontrado um "otimismo prático" no partido centrista Yesh Atid, do líder da oposição Yair Lapid.

"Em hebraico, "Yesh Atid" significa literalmente "Há um futuro". E é o que eles representam: um otimismo prático. Eles têm uma visão para melhorar nosso país e um plano para alcançá-lo. Além disso, respeito muito a integridade da direção deste partido, acredito em Yair Lapid e no grupo que ele formou para as listas eleitorais", garante.

"Acredito absolutamente que pode haver uma mudança em Israel. Mas não acredito que essa mudança possa ocorrer com as mesmas pessoas no poder. Então, para mudar a situação, você tem que mudar não apenas o primeiro-ministro, mas a coalizão no poder".

O empresário imobiliário e pianista nas horas vagas Yitzhak Richard, um judeu ultraortodoxo de 30 anos, consultou seu rabino na hora de escolher. Veredicto: Votará em um partido ultraortodoxo (Shas ou Judaísmo Unificado da Torá), um aliado de Netanyahu.