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Morre o presidente da Tanzânia, John Magufuli
O presidente da Tanzânia, John Magufuli, 61 anos, morreu de problemas cardíacos, anunciou a vice-presidente na televisão nesta quarta-feira (17), após duas semanas de uma inexplicável ausência do chefe de Estado

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O presidente da Tanzânia, John Magufuli, 61 anos, morreu de problemas cardíacos, anunciou a vice-presidente na televisão nesta quarta-feira (17), após duas semanas de uma inexplicável ausência do chefe de Estado.

"É com grande pesar que informo que hoje, 17 de março de 2021, às 18h, perdemos nosso valente líder, o presidente da Tanzânia, John Pombe Magufuli", disse Samia Suluhu Hassan.

Magufuli, que segundo a vice-presidente tinha problemas cardíacos há 10 anos, apareceu em público pela última vez em 27 de fevereiro, e persistiam rumores sobre seu estado de saúde.

Hassan disse que o presidente morreu no hospital Emilio Mzena, uma instalação do governo em Dar es Salaam, onde ele estava recebendo tratamento.

Há uma semana, o líder da oposição Tundu Lissu, exilado na Bélgica, se juntou a outros para questionar a ausência do presidente, dizendo que ele tinha uma forma severa de coronavírus, agravada por problemas prévios de saúde.

Na segunda-feira, a própria Hassan pediu para que os rumores fosse ignorados, sugerindo que o presidente, sem nomeá-lo, estava doente.

"Se há um momento em que devemos estar unidos, é agora", disse ela.

Reeleito em outubro, Magufuli, apelidado de "Bulldozer", chegou ao poder em 2015 prometendo combater a corrupção.

Mas seu primeiro mandato foi marcado, de acordo com muitas organizações de direitos humanos, por uma tendência autoritária, repetidos ataques à oposição e o declínio das liberdades fundamentais.

Em fevereiro, a Tanzânia, que alegou ter sido "libertada" da covid-19 graças às orações, experimentou uma onda de mortes, oficialmente atribuídas à pneumonia.

Personalidades de destaque foram afetadas, como o vice-presidente do arquipélago de Zanzibar, Seif Sharif Hamad, que morreu, obrigando Magufuli a admitir parcialmente a presença do vírus na Tanzânia.

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