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Boris Johnson pede 'mudança cultural', após morte de londrina
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu nesta quarta-feira (17) uma "mudança cultural", após a morte da londrina Sarah Everard, de 33 anos, que chocou o Reino Unido e abriu um debate sobre a violência contra as mulheres

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu nesta quarta-feira (17) uma "mudança cultural", após a morte da londrina Sarah Everard, de 33 anos, que chocou o Reino Unido e abriu um debate sobre a violência contra as mulheres.

"A menos que haja uma mudança em nossa cultura, e até que ela aconteça, que se reconheça e se entenda que as mulheres não se sentem ouvidas neste momento, não resolveremos este problema", disse o líder conservador no Parlamento.

O líder da oposição, o trabalhista Keir Starmer, pediu ao premiê que se transformasse essa tragédia em um "momento decisivo" para enfrentar a "violência epidêmica contra mulheres e meninas".

Sarah Everard desapareceu em 3 de março no centro de Londres, quando voltava a pé para casa depois de visitar amigos. Seu corpo foi encontrado uma semana depois em uma floresta no sudeste da Inglaterra.

Um policial de 48 anos foi acusado de sequestro e assassinato neste caso que gerou uma avalanche de depoimentos de mulheres sobre agressões e medos.

Starmer pediu uma nova lei específica para enfrentar o assédio nas ruas, bem como um endurecimento da lei sobre assédio e aumento das penas de prisão para estupro e violência sexual.

"Estamos fazendo o que podemos para conseguir sentenças mais duras para esses homens", respondeu Johnson, criticando seu adversário político por não ter aprovado, na terça-feira (16), um projeto de lei sobre criminalidade.

O primeiro-ministro destacou a necessidade de enfrentar o "sexismo cotidiano" e a "apatia". No passado, porém, já foi bastante criticado por seus comentários misóginos.

Quando era jornalista, em 1995, escreveu na revista Spectator que os filhos de mães solteiras eram "mal-educados, ignorantes, agressivos e ilegítimos" e considerou "escandaloso que os casais paguem pelo desejo das mães solteiras de procriarem independentemente dos homens", em referência à inseminação artificial na saúde pública.

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