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governadores dos três Estados do Sul vão atuar em conjunto por vacinas
Os governadores dos três Estados do Sul anunciaram nesta quarta-feira, 17, que vão passar a atuar de forma coordenada em frentes de negociação por mais vacinas contra a covid-19, na compra e regulação de medicamentos, principalmente para intubações, e no compartilhamento de leitos de UTI referenciados para tratar a doença

Por Estadão Conteúdo

Crédito: Divulgação/Internet

Os governadores dos três Estados do Sul anunciaram nesta quarta-feira, 17, que vão passar a atuar de forma coordenada em frentes de negociação por mais vacinas contra a covid-19, na compra e regulação de medicamentos, principalmente para intubações, e no compartilhamento de leitos de UTI referenciados para tratar a doença.

Em reunião na sede do governo de Santa Catarina, os gestores conversaram virtualmente com o ainda ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o médico indicado para substituí-lo, Marcelo Queiroga. Segundo o anfitrião, Carlos Moisés (PSL), os "dois ministros" garantiram que haverá, nos próximos dias, aumento na velocidade e no volume de entrega de doses de imunizantes.

"Consideramos, hoje, o Sul como o epicentro da pandemia no Brasil", disse o catarinense em entrevista após o encontro. Ele acrescentou que os representantes do Ministério da Saúde concordam com essa avaliação. Segundo o boletim de hoje do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a taxa de ocupação de UTIs referenciadas para o coronavírus para adultos é de 100% no Rio Grande do Sul, 99% em Santa Catarina e 96% no Paraná.

Os três governadores afirmaram ter pedido a Pazuello e a Queiroga que criem uma espécie de estoque regulador de oxigênio e de cilindros de forma a suprir regiões do País onde o gás ou o recipiente de armazenamento tenham escasseado. Os sulistas negaram que nos Estados falte oxigênio, mas, sim, de cilindros. O apelo aos dois representantes da Saúde federal foi pela organização nacional da logística adotada para socorrer os Estados do Norte.

A reunião em Florianópolis (SC) também teve o efeito prático, segundo os governadores, de acertar o compartilhamento ativo de dados da pandemia e experiências em seu enfrentamento, apesar de não terem admitido a possibilidade de medidas restritivas conjuntas.

O gaúcho Eduardo Leite (PSDB) sustentou que existe a expectativa de desaceleração das internações de pacientes de covid-19 em seu Estado nas próximas semanas como efeito de medidas restritivas, apesar de o Rio Grande do Sul ter registrado ontem (16) novo recorde diário de mortes por covid-19, com 502. "A letalidade tem alcançado 70% para internados nas UTIs", informou Leite.

Segundo o tucano, sua gestão observa atualmente uma estabilização, ainda que em nível alto, da pressão do coronavírus sobre os hospitais da rede gaúcha.