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EUA e Japão alertam contra 'coerção' e 'desestabilização' da China
Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa dos Estados Unidos e do Japão advertiram a China, nesta terça-feira (16), que renovaram seu compromisso de se opor à "coerção" e ao "comportamento desestabilizador" de Pequim

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa dos Estados Unidos e do Japão advertiram a China, nesta terça-feira (16), que renovaram seu compromisso de se opor à "coerção" e ao "comportamento desestabilizador" de Pequim.

Em um comunicado conjunto, os ministros consideraram que "o comportamento da China, quando incompatível com a ordem internacional existente, apresenta desafios políticos, econômicos, militares e tecnológicos".

"Os ministros se comprometeram a se opor à coerção e ao comportamento desestabilizador [de Pequim] em relação a outros na região", afirmam, na declaração divulgada por ocasião da reunião em Tóquio.

Ambas as partes expressaram, assim, sua "grave preocupação com os recentes acontecimentos perturbadores na região", uma referência direta aos recentes movimentos chineses.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, e seu colega da Defesa, secretário Lloyd Austin, iniciaram pelo Japão sua primeira viagem ao exterior, com o objetivo de fortalecer alianças regionais ante a China.

Essas conversas ocorrem em um momento em que o governo do presidente Joe Biden busca restabelecer essas alianças, após quatro anos de mandato de Donald Trump.

Austin e Blinken também em consulta com seus aliados na Ásia sobre uma revisão da política de Washington em relação à Coreia do Norte, que atacou os Estados Unidos nesta terça-feira.

A declaração conjunta pede a "completa desnuclearização" de Pyongyang, alertando que o arsenal norte-coreano "representa uma ameaça para a paz e a estabilidade internacionais".

O secretário de Estado americano não quis comentar as declarações da irmã de Kim Jong-un, a influente Kim Yo-jong, para quem Washington "se esforça para espalhar o cheiro de pólvora (...) do outro lado do oceano".

"Olhando para o futuro, compartilhamos a determinação de enfrentar o desafio que a Coreia do Norte representa, especialmente no que se refere a seus programas de mísseis nucleares, bem como, é claro, seu abuso dos direitos humanos", afirmou Blinken.

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