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Secretário-geral da ONU apela por combate à violência contra as mulheres
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo ao combate à violência contra as mulheres na abertura da 65ª sessão da Comissão da Situação Jurídica e Social da Mulher, que pretende adotar uma declaração na qual serão exigidas mais medidas contra o assédio sexual

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo ao combate à violência contra as mulheres na abertura da 65ª sessão da Comissão da Situação Jurídica e Social da Mulher, que pretende adotar uma declaração na qual serão exigidas mais medidas contra o assédio sexual.

A pandemia de covid-19 expõe mais as mulheres do que os homens a consequências prejudiciais, disse o chefe da ONU, referindo-se à perda de empregos, abuso sexual e casamento infantil.

"A participação equitativa das mulheres mudaria as regras do jogo da maneira que precisamos", afirmou Guterres, pedindo igualdade de gênero e de responsabilidades.

"Apenas 22 países são governados por mulheres. E no ritmo atual, a paridade a nível de chefes de governo não será alcançada antes de 2150", continuou.

"Vocês ouviram bem! São 130 anos dominados por homens que tomam as mesmas decisões dos últimos 130 anos, sempre".

A covid-19, acrescentou, "oferece aos homens mais uma oportunidade de monopolizar a tomada de decisões. E estamos gastando bilhões de dólares em armas que não nos protegem, enquanto negligenciamos a violência sofrida por uma em cada três mulheres no mundo".

Guterres pediu aos 193 países membros da ONU que "adotem um plano de resposta de emergência para combater a violência contra mulheres e meninas".

Como todos os anos, a Comissão da Situação Jurídica e Social da Mulher, que desta vez se encontra de 15 a 26 de março, reúne milhares delas.

Como a de 2020, a 65ª sessão ocorrerá principalmente online devido à pandemia.

Os palestrantes deste ano incluem a nova vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, a ministra da Igualdade de Gênero da França, Elisabeth Moreno, a vice-ministra de Assuntos Multilaterais e Direitos Humanos do México, Martha Delgado Peralta, e a comissária europeia para Alianças Internacionais, a finlandesa Jutta Urpilainen.

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