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John Kerry pede que Bruxelas e Washington reforcem cooperação pelo clima
O enviado dos Estados Unidos para questões climáticas, John Kerry, alertou nesta terça-feira (9) que Bruxelas e Washington devem retomar seus esforços conjuntos para combater a mudança climática antes que o dano seja irreversível

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O enviado dos Estados Unidos para questões climáticas, John Kerry, alertou nesta terça-feira (9) que Bruxelas e Washington devem retomar seus esforços conjuntos para combater a mudança climática antes que o dano seja irreversível.

Presente em Bruxelas para suas primeiras negociações diretas com funcionários da UE desde a mudança de governo em Washington, Kerry alertou: "Estamos enfrentando uma crise extraordinária".

Como secretário de Estado durante o governo do ex-presidente Barack Obama, Kerry trabalhou com as capitais da UE para construir o Acordo de Paris sobre o clima de 2015.

No entanto, o sucessor de Obama, Donald Trump, se retirou do acordo.

Agora, com Joe Biden na Casa Branca, Kerry retornou ao governo como enviado para questões climáticas, e o Reino Unido organizará uma nova reunião da ONU em Glasgow em novembro para renovar os esforços mundiais sobre o assunto.

"Vim para renovar as negociações com nossos amigos na Europa sobre nossa cooperação sobre o clima, que foi extraordinária no período anterior [ao acordo de] Paris. Agora, terá que ser ainda mais forte", disse.

Kerry foi recebido pelo vice-presidente da UE, Frans Timmermans, que lidera o plano de crescimento - denominado Green Deal - de Bruxelas, e que disse que a visita comprovou que os americanos "voltaram. Estão de volta em Paris".

Kerry tem na agenda um encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Vamos trabalhar juntos para que [a conferência climática da ONU programada para novembro em] Glasgow seja um sucesso", disse Timmermans.

"Estou convencido de que quando Estados Unidos e Europa trabalham juntos, podemos mover montanhas e garantir um clima em que nossos filhos e netos possam viver", acrescentou.

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