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Rússia e EUA dispostos a colaborar sobre o Ártico e as florestas
A Rússia disse ter retomado a cooperação na questão do clima com o novo governo americano, principalmente no Ártico e nas florestas, um dos poucos campos em que se vislumbra uma maior colaboração entre os dois adversários políticos

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

A Rússia disse ter retomado a cooperação na questão do clima com o novo governo americano, principalmente no Ártico e nas florestas, um dos poucos campos em que se vislumbra uma maior colaboração entre os dois adversários políticos.

O representante do Kremlin neste assunto, Ruslan Edelgueriev, se reuniu pela primeira vez por vídeoconferência com o enviado americano para o clima e ex-secretário de Estado, John Kerry.

"Nossa conversa com Kerry foi uma etapa importante para conhecer a posição do novo governo americano sobre o clima", afirmou Edelgueriev, citado nesta terça-feira (9) pelo jornal russo Kommersant.

Edelgueriev destacou que as principais áreas de cooperação com Washington serão a proteção do Ártico, no setor florestal e nuclear civil, e um contexto de transição energética.

Segundo muitos cientistas, a Sibéria e o Ártico estão entre as regiões mais expostas à mudança climática. Nos últimos anos, registraram recordes de calor e gigantescos incêndios.

"Dado o potencial científico e tecnológico de nossos países, unir as forças de Moscou e Washington na questão climática pode levar a resultados positivos", afirmou Edelgueriev, citado por Kommersant.

Em meados de fevereiro, Kerry e o chefe da diplomacia russa, Serguéi Lavrov, também conversaram por telefone sobre assuntos climáticos.

Esses contatos ocorrem depois que o novo presidente americano, Joe Biden, se comprometeu a fazer do combate à mudança climática uma prioridade e retornou ao acordo de Paris de 2015.

Seu antecessor, Donald Trump, abandonou esse acordo chave do qual são partes interessadas quase todas as nações do planeta, entre elas a Rússia.

Esta espera de aproximação é, no entanto, uma exceção porque Biden endureceu o tom com a Rússia.

Os dois países se enfrentam em várias questões internacionais, da Síria à Ucrânia passando pelo recente assunto do opositor Alexei Navalny, preso na Rússia alguns meses depois de acusar o Kremlin de envenená-lo.

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