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Centenas de manifestantes cercados em Mianmar, alerta a ONU
As forças de segurança cercaram centenas de manifestantes na noite desta segunda-feira (8) em um bairro de Yangon, capital econômica de Mianmar, alertou a ONU, depois que três ativistas contrários à junta militar foram mortos durante o dia

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

As forças de segurança cercaram centenas de manifestantes na noite desta segunda-feira (8) em um bairro de Yangon, capital econômica de Mianmar, alertou a ONU, depois que três ativistas contrários à junta militar foram mortos durante o dia.

Às 22h locais, a polícia começou a atirar e fazer prisões, denunciou o gabinete do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos no Twitter.

Jornalistas da AFP ouviram vários disparos.

Os opositores foram bloqueados no bairro de Sanchaung, onde inúmeras manifestações ocorreram nos últimos dias.

"Acabei de escapar de Sanchaung. Muitos jovens estão bloqueados pela polícia e pelo exército", disse Maung Saungkha, um dos líderes do protesto, que pediu "ajuda" da comunidade internacional.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu a "libertação" de "centenas de manifestantes entrincheirados em complexos de apartamentos residenciais" em Yangon, "com segurança, sem violência ou prisões".

Entre elas estão "mulheres que queriam se manifestar pacificamente para comemorar o Dia Internacional da Mulher", disse a porta-voz, Stéphane Dujarric, a jornalistas.

A ONU teme que as forças de segurança birmanesas vão de casa em casa em busca dos manifestantes.

Três manifestantes pró-democracia perderam a vida horas antes em Mianmar, onde bancos, estabelecimentos comerciais e fábricas permaneceram fechados após a convocação dos sindicatos para reforçar a greve e asfixiar a economia, uma forma de pressionar a Junta militar.

Funcionários públicos, agricultores e trabalhadores do setor privado se uniram aos ativistas nas manifestações pró-democracia em todo o país.

Em Myitkyina (centro) foram ouvidas várias explosões e manifestantes manchados de sangue foram retirados da área de disparos, segundo imagens divulgadas nas redes sociais.

"Dois homens morreram e várias pessoas ficaram feridas, incluindo uma mulher que está em condição crítica depois de receber um tiro", afirmou um socorrista, que pediu anonimato.

Uma religiosa católica, vestida com um hábito branco, se ajoelhou na rua e suplicou aos policiais que não atirassem, de acordo com as imagens divulgadas pela imprensa local.

Em Pyapon, a 100 quilômetros de Yangon, um homem de 30 anos foi atingido por um tiro e morreu, segundo uma testemunha. Outros dois manifestantes foram feridos por tiros.