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Impasse paralisa pacote de ajuda financeira no Senado americano
O pacote de ajuda de 1,9 trilhão de dólares do presidente dos EUA, Joe Biden, devido à covid-19 foi bloqueado nesta sexta-feira (5) no Senado

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O pacote de ajuda de 1,9 trilhão de dólares do presidente dos EUA, Joe Biden, devido à covid-19 foi bloqueado nesta sexta-feira (5) no Senado. A câmara alta estava dividida enquanto os democratas lutavam para manter a unidade sobre os principais elementos do plano amplamente contestados pelos republicanos.

O Senado deu início ao que já se esperava ser uma maratona para incluir dezenas de votações de emendas ao Plano de Resgate Americano, que a Casa Branca pressionou os democratas a aprovar no Congresso nos próximos dias.

O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, pretendia levar a medida gigantesca até o fim esta semana, alertando os colegas sobre várias votações noturnas e dizendo a eles: "Precisamos concluir isso." Seu esforço, porém, ficou ameaçado quando a ação no plenário ficou paralisada por mais de sete horas nesta sexta, em meio a negociações sobre os benefícios complementares para pessoas desempregadas durante a pandemia.

O democrata moderado Joe Manchin, senador interessado em uma maior restrição fiscal, demonstrou sua força política, segundo relatos, recusando uma emenda que aumentaria os benefícios adicionais semanais dos desempregados.

O benefício atual, de 300 dólares, expira em 14 de março. No projeto aprovado pela Câmara dos Representantes, esse valor subiu para 400 dólares e foi prorrogado até agosto. No entanto, havia um impasse nas negociações sobre um acordo, com Manchin aparentemente não convencido sobre a alternativa. Enquanto isso, os republicanos fizeram uma proposta altenativa, que, segundo eles, economizaria 128 bilhões de dólares ao reduzir os pagamentos para 300 dólares e estendê-los apenas até julho.

Manchin, o mais conservador dos democratas no Senado, está avaliando as opções, mas a republicana Lindsey Graham expressou frustração com o fato de Biden estar pressionando os democratas a manterem suas posições, em vez de permitir que os moderados trabalhem para criar uma solução bipartidária. "Em vez de tentar nos unir, ele está no telefone se certificando de que alguns democratas não trabalharão com os republicanos. E isso é tão triste", lamentou.

Os democratas estão em um controle apertado do Senado, dividido em 50-50, então qualquer deserção dentro do partido poderia matar o pacote de Biden. Em caso de empate, a vice-presidente, Kamala Harris tem o voto de minerva. A Casa Branca pressionou os democratas na tarde desta sexta-feira, tuitando que Biden está "urgindo o Senado a aprovar rapidamente o Plano de Resgate Americano, para fornecer aos americanos o alívio direto de que precisam".

Mesmo antes da paralisia em relação ao benefício de desemprego, o processo caminhava para uma prova de resistência. Os republicanos começaram nesta quinta-feira exigindo que o projeto de lei de 628 páginas fosse lido em voz alta, na íntegra, no plenário do Senado, o que só terminou depois da meia-noite, após 10 horas.

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