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Pandemia em queda nos Estados Unidos; casos aumentam na Europa e Brasil
Os Estados Unidos registraram na quinta-feira sinais promissores na luta contra a covid-19, com o balanço de menos de 40

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Os Estados Unidos registraram na quinta-feira sinais promissores na luta contra a covid-19, com o balanço de menos de 40.000 casos em um dia pela primeira vez desde outubro, mas a pandemia afeta com força o Brasil e volta a ameaçar a Europa.

Após o recorde quase 300.000 casos em 24 horas registrado em 8 de janeiro, o número de infectados voltou aos níveis anteriores às festividades do Halloween, em outubro, do Dia de Ação de Graças, em novembro, e das celebrações do fim de ano, quando viagens e aglomerações familiares desafiaram os avisos das autoridades e foram a causa da propagação do vírus nos Estados Unidos.

Outro sinal encorajador no país mais afetado do mundo pela doença, com mais de 520.000 mortes, é que a média semanal de mortes e hospitalizações também está em queda.

Em uma campanha iniciada em dezembro, o país administra três vacinas à população e o governo do presidente Joe Biden avança no objetivo de vacinar 100 milhões de pessoas nos primeiros 100 dias de governo.

Na Europa, a situação é preocupante. Na semana passada, os novos casos de covid-19 no continente aumentaram 9% após seis semanas de redução para alcançar um pouco mais de um milhão, afirmou o diretor para a Europa da OMS, Hans Kluge.

""Registramos um ressurgimento na Europa central e leste. Os novos casos também aumentam em vários países do oeste da Europa, onde os índices já eram elevados", completou.

Dos 53 países que integram a região Europa da OMS, que vai até o centro da Ásia, 45 já iniciaram as campanhas de vacinação.

As autoridades de saúde europeias iniciaram na quinta-feira o processo de avaliação da vacina russa contra a covid-19 Sputnik V, enquanto a Itália, que pressiona pela aceleração da campanha de imunização na Europa, anunciou o bloqueio do envio de doses da AstraZeneca para a Austrália.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) iniciou um estudo da vacina russa Sputnik V, produzida pelo centro de pesquisas moscovita Gamaleya, uma etapa crucial para a eventual distribuição do fármaco no continente.

Após o anúncio, as autoridades russas se declararam dispostas a fornecer doses para 50 milhões de europeus a partir de junho.

Ao mesmo tempo, o laboratório alemão CureVac assinou um acordo com a gigante farmacêutica suíça Novartis para a produção, a partir deste ano, da vacina de RNA mensageiro contra a covid-19 que está desenvolvendo, anunciou a empresa.

O projeto de vacina da CureVac está na fase 3 de testes clínicos e está sendo avaliado de forma contínua pela EMA.

A Comissão Europeia assinou um contrato com a CureVac para adquirir 405 milhões de doses.

Até o momento, três vacinas estão autorizadas na União Europeia: Pfizer-BioNTech, Moderna e AstraZeneca. O fármaco da Johnson & Johnson está em processo de autorização, enquanto as da Novavax e CureVac estão em processo de análise.

Cinco países (Reino Unido, Canadá, Austrália, Suíça e Singapura) decidiram aprovar de forma acelerada as novas gerações de vacinas adaptadas para neutralizar as variantes do coronavírus, segundo uma recomendação revelada na quinta-feira por um consórcio que reúne suas agências de medicamentos.

Alemanha e Suécia autorizaram na quinta-feira, depois da França, a aplicação da vacina AstraZeneca/Oxford em pessoas com mais de 65 anos.