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Peruanos se mostram indiferentes à campanha eleitoral das presidenciais
A 40 dias de irem às urnas para eleger um novo presidente, os peruanos estão indiferentes à campanha eleitoral, enquanto o país sul-americano enfrenta um alto número de infecções pelo coronavírus e uma situação econômica difícil

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

A 40 dias de irem às urnas para eleger um novo presidente, os peruanos estão indiferentes à campanha eleitoral, enquanto o país sul-americano enfrenta um alto número de infecções pelo coronavírus e uma situação econômica difícil.

Sem favoritos, dezessete pessoas aspiram à sucessão do presidente interino Francisco Sagasti e estão em campanha para as eleições de 11 de abril, quando as 130 cadeiras do Congresso também serão renovadas.

Embora as ruas estejam cobertas de propaganda eleitoral e a televisão transmita diariamente os avisos dos candidatos, o habitual entusiasmo pré-eleitoral não é palpável.

Quando a campanha começou, em 11 de fevereiro, metade dos peruanos não sabia em quem votar. Embora o número de indecisos tenha diminuído para 29% (segundo pesquisa da Ipsos de duas semanas atrás), nenhum dos candidatos alcança mais de 11% da intenção de voto.

"Não concordo com a maioria dos candidatos que estão concorrendo à Presidência agora", disse à AFP Mónica Villanueva, uma estudante de 21 anos.

Sem a possibilidade de realizar comícios por conta da pandemia e enquanto 24 províncias, incluindo Lima, acabam de sair de uma quarentena de um mês destinada a conter os contágios da segunda onda, as redes sociais assumiram um papel de destaque na campanha.

No ano passado, uma quarentena nacional de mais de 100 dias deixou a economia peruana em situação preocupante: o PIB caiu 11,12% em 2020, três milhões de empregos foram perdidos e a informalidade no trabalho subiu de 70 para pelo menos 75%, de acordo com o governo.

A segunda onda da pandemia matou 5.648 peruanos em fevereiro, com uma média de 6.842 infecções por dia, quatro vezes mais do que em dezembro.

Embora as infecções tenham caído para 6.310 por dia na semana passada, as mortes, 200 por dia em média, não diminuem.

Liderando as pesquisas estão o ex-jogador de futebol George Forsyth (11%) e o ex-legislador e advogado Yonhy Lescano (10%). Ambos são de centro-direita, mas no Peru a ideologia tende a ter menos importância e a personalidade do candidato mais.

Ele são seguidas de perto por duas mulheres em extremos opostos do espectro político, cada uma com 8%: a duas vezes candidata presidencial Keiko Fujimori (populista da direita) e Verónika Mendoza (da esquerda), ex-deputada e também ex-candidata presidencial.

Seis outros candidatos têm entre 7% e 3% de apoio, incluindo o líder do partido centrista do presidente Sagasti, o Morado, o economista Julio Guzmán (4%).

O Júri Eleitoral definirá em uma semana quais candidatos cumprem os requisitos para constar nas cédulas de 11 de abril, quando 25 milhões dos 33 milhões de peruanos irão votar.

Sagasti, de 76 anos, que assumiu o cargo em novembro em meio a uma crise política, não está concorrendo à reeleição.

"Na verdade as eleições são muito complicadas pessoalmente e mesmo as pessoas que conheço às vezes até pensam em não querer votar", diz Villanueva.