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México registra 64 assassinatos de políticos antes das eleições de junho
Pelo menos 64 políticos foram assassinados entre setembro e fevereiro no México, em eventos que buscam impactar as eleições parlamentares e regionais de junho, informou o governo nesta quinta-feira (4)

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Pelo menos 64 políticos foram assassinados entre setembro e fevereiro no México, em eventos que buscam impactar as eleições parlamentares e regionais de junho, informou o governo nesta quinta-feira (4).

"O crime organizado e de colarinho branco conta conta com um repertório de ações variado para influenciar essas eleições, por meio de estratégias de conivência ou pressão violenta", disse a ministra da Segurança, Rosa Icela Rodríguez.

Ela relatou 73 casos de violência política, incluindo 64 homicídios, principalmente nos estados de Guerrero, Oaxaca (sul), Veracruz (leste), Baja California (norte), Jalisco (oeste), Guanajuato e Morelos (centro).

A ministra não especificou quantas dessas pessoas eram candidatas às eleições de 6 de junho.

Diante desse cenário, o governo apresentou nesta quinta um plano para reforçar a proteção aos que se sentem ameaçados.

"Estamos trabalhando para impedir o aumento desses crimes porque as organizações criminosas buscam fortalecer suas operações através da intimidação e o crescimento de sua influência política", afirmou a ministro durante a coletiva matinal do presidente Andrés Manuel López Obrador.

Rodríguez destacou que os candidatos correm maior risco de serem cooptados pelo crime organizado em Guerrero, Jalisco, Michoacán, Morelos, Oaxaca, Sinaloa e Veracruz.

As formas de pressão mais comuns são homicídio, sequestro, ameaças a familiares, incêndio de casas e extorsão.

"Também cooptam os pré-candidatos se aproximando. Fazem acordos com outros atores políticos dos partidos ou governos locais e desde antes do processo eleitoral oferecem financiamento, doações ou proteção para suas campanhas", explicou.

López Obrador esclareceu que a proteção "tem que ser voluntária" para não ser considerada uma "interferência" do governo.

Cerca de 94 milhões de mexicanos estão convocados a irem às urnas para eleger 500 deputados para a câmara baixa federal, 15 dos 32 governadores estaduais, 30 congressos estaduais e milhares de prefeitos e outras autoridades locais.

Segundo a consultoria Etellekt, durante a campanha eleitoral de 2018, foram assassinados 153 políticos, dos quais 48 aspiravam a um cargo eletivo. Foi o processo eleitoral mais violento.

De acordo com Etellekt, 90% desses crimes ficam impunes.

Desde dezembro de 2006, quando o governo lançou uma polêmica operação antidrogas, o México acumula mais de 300 mil mortes violentas, segundo dados oficiais que atribuem a maior parte desses casos ao crime organizado.

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