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Ruanda, o primeiro país africano a receber vacinas da Pfizer-BioNTech
Ruanda se tornou nesta quarta-feira (3) o primeiro país da África a receber a vacina contra o coronavírus da Pfizer-BioNTech, com a entrega de cerca de 100 mil doses, informaram fontes coincidentes

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Ruanda se tornou nesta quarta-feira (3) o primeiro país da África a receber a vacina contra o coronavírus da Pfizer-BioNTech, com a entrega de cerca de 100 mil doses, informaram fontes coincidentes.

O pequeno país de 12 milhões de habitantes da África Oriental recebeu recentemente 240 mil doses da vacina da AstraZeneca, uma primeira entrega sob a iniciativa Covax, o mecanismo criado pela OMS para distribuir vacinas a países de baixa renda.

"Nosso objetivo é tornar as vacinas acessíveis em escala global e a entrega de hoje em Ruanda é um grande passo", disse a Pfizer em um comunicado.

Um funcionário do Ministério da Saúde de Ruanda afirmou à AFP que as doses da vacina, que devem ser mantidas em temperaturas muito baixas, foram "transportadas para câmaras frias" ao chegarem ao aeroporto de Kigali.

De acordo com o ministério, as 340 mil doses recebidas até quarta-feira serão enviadas na quinta para hospitais e postos de saúde de todo o país e começarão a ser administradas na sexta.

Elas permitirão a imunização de cerca de 171,5 mil pessoas que atuam na área de saúde e outros segmentos prioritários, como maiores de 65 anos e portadores de doenças crônicas, segundo a mesma fonte.

Ruanda começou a vacinar os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, em fevereiro, após conseguir mil doses do laboratório Moderna. Planeja imunizar 30% de sua população este ano e 60% até o final de 2022, disse o ministro da Saúde, Daniel Ngamije.

Ruanda realizou mais de um milhão de testes de covid-19 e detectou pouco mais de 19.100 casos e 265 mortes. Também decretou algumas das medidas de confinamento mais restritivas do continente, com a suspensão total das atividades no país em março de 2020 e o reconfinamento da capital, Kigali, em janeiro de 2021.

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