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Publicada em 9/2/2010

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Página Verde - PUFFS FEITOS DE GARRAFAS

Criatividade e preservação Crianças transformam PETs em artigo de decoração

ADRIANA FEREZIM
Da Gazeta de Piracicaba

Trinta e cinco crianças evitaram que 1.120 garrafas PET fossem para o lixo. Elas confeccionaram puffs que passaram a decorar seus quartos ou os ambientes preferidos das suas casa. O projeto “Amamos a Natureza” foi desenvolvido pela professora Ana Clélia do Amaral Gil, do Sesi da Vila Industrial, com a sua turma de alunos que têm idade entre 7 e 8 anos.

O trabalho também envolveu pesquisa sobre as possibilidades de reaproveitamento do material. “Teve aluno que trouxe informações de como fazer uma poltrona; outros, que a PET pode ser transformada em artesanato. O projeto envolveu toda a família”.

Cada criança precisou reunir 32 garrafas PET, da mesma marca. A professora explicou que a garrafa de um refrigerante de laranja e uva não serve, porque não dá o encaixe. “Começamos a juntar as garrafas e mobilizamos também os familiares e os vizinhos, porque são muitas garrafas”, contou Marina Cristina Soares Etenico, 37, mãe de Rafael, 7.

CRIATIVIDADE. Os puffs foram montados em sala de aula. O material é simples: PET e fita adesiva larga e transparente. “Os alunos levaram a estrutura sem o revestimento para casa. A decoração foi feita com a criatividade de toda a família”, contou a professora.

Rafael escolheu a cor azul para o seu puff. “Preferi levar no tapeceiro para revestir porque dessa forma ele vai durar muito tempo”, explicou Marina, que pagou R$ 40 pelo serviço.

Tecido e plástico também foram usados como materiais. “Alguns alunos decoraram com figuras, distintivos de times de futebol e teve um que a mãe fez uma almofada para acompanhar. ”.

Ana Clélia disse que, além de despertar o amor pela natureza, o objetivo do projeto era que as crianças desenvolvessem a compreensão da importância de preservar o meio ambiente e da sua criatividade.

“Os funcionários e os pais quiseram aprender e pediram cursos, mas os próprios filhos acabaram ensinando a eles aos irmãos”.

NOTAS VERDES

Lago com aguapé


O leitor Flávio Bigelli ligou para a redação da Gazeta para pedir a limpeza de um dos lagos localizados no Distrito Industrial Unileste. "São dois lagos: um está bonito, com a água limpa e o outro, cheio de aguapé. "É preciso tirar aquilo de lá", sugere. Ele está preocupado com a possibilidade dos peixes serem contaminados. De acordo com Rafael Jó Girão, da ONG Instituto Ambiente em Foco, uma pequena quantidade de aguapé serve de abrigo para os peixes, mas em excesso impede a entrada de luminosidade na água, prejudicando o desenvolvimento de microrganismos e plantas. A grande quantidade dessa planta também pode significar que há muito nutriente na água e o esgoto pode ser um dos responsáveis por isso, segundo Jó Girão.

Mortes por raios

Na última década, 132 pessoas morrem, em média, por ano no Brasil atingidas por raios. Na zona rural, a chance de sofrer uma descarga elétrica atmosférica é 10 vezes maior que na zona urbana. O levantamento de mortes por raios da década - de 2000 a 2009 - feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Em Piracicaba, nesses 10 anos, foram registradas duas mortes. No Estado de São Paulo foram 240. No total, morreram no Brasil, nesse período, 1.321 pessoas atingidas por raios. Em 19% dos acidentes as vítimas eram trabalhadores rurais que recolhiam animais ou trabalhavam com enxadas, pás e facões. Na segunda circunstância, houve empate entre estar próximo de meios de transportes e dentro de casa, Cada uma corresponde a 14% do total de casos. "A maioria das vítimas atingidas por raios dentro de casa estava ao telefone; ou descalça em casas que possuem chão batido; ou ainda próxima de antenas, lâmpadas, geladeiras, janelas e televisões", conforme o Elat.