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Publicada em 9/2/2010

Esporte
Radialista Loureiro Jr. na Onda Livre AM

Um dos grandes nomes do radialismo brasileiro, começa a atuar na Onda Livre AM

DANIELE RICCI
Da Gazeta de Piracicaba
daniele.ricci@gazetadepiracicaba.com.br

FELIPE RODRIGUES
Da Gazeta de Piracicaba
felipe.rodrigues@gazetadepiracicaba.com.br

Emoção e ritmo, sentido de orientação, qualificação profissional e nada de erros de português! O novo contratado da rádio Onda Livre AM ensina com a maestria de quem tem a segurança da experiência sexagenária no rádio. Loureiro Junior, 75, um dos grandes nomes do rádio esportivo brasileiro, nascido em Jacareí e morador paulistano há 32 anos, ele observa a vinda para a rádio de Piracicaba como mais uma oportunidade profissional.

Loureiro Junior aceitou o convite proposto inicialmente pelo radialista Roberto Morais. "Há mais de 30 anos, nós nos encontrávamos nos campos de futebol. Tê-lo aqui é um privilégio para Piracicaba, para a rádio e para os ouvintes", falou Morais.

Loureiro começa efetivamente a integrar a equipe da Onda Livre AM a partir de amanhã, às 15 horas, na transmissão de XV contra Juventus. "Vou falar sobre o XV e será um prazer. O pessoal, quem dirige, desconhece a história e a importância do XV para o futebol paulista", comentou, citando nomes de importantes ex-jogadores quinzista, que atuaram nos tempos áureos do time.

Na bagagem, Loureiro Junior traz a vivência de oito Copas do Mundo, cinco delas "in loco" e outras três nos bastidores, que considera a parte mais difícil do trabalho. Atuou como radialista e comentarista nas rádios Bandeirantes, Record, Globo e Panamericana, atual Jovem Pan. Foi companheiro de trabalho de nomes como Fausto Silva, Osmar Santos e Juarez Soares.

Integrou a famosa equipe Disparada, ao lado Darcy Reis, Luciano do Valle e de Pedro Luís - que considera o melhor radialista de todos os tempos. Ele também aponta José Silvério, da Bandeirantes, como um de seus preferidos. "Não gosto da entonação de voz, mas tecnicamente ele é o mais perfeito", disse.

Entre os esportivos de TV, Loureiro fala de Galvão Bueno, da Rede Globo, com um carinho especial. "Ele conhece todos os esportes muito bem. Eu o vi começar e sabia que tinha futuro."

Mas ninguém como Raul Tabajara - que recebeu sete vezes consecutivas o prêmio Roquette Pinto -, sabia transmitir com a maestria de quem criava possibilidades para que a notícia chegasse bem orientada aos ouvintes, na opinião de Loureiro.

FORMAÇÃO. Esse tino é o que falta aos comentaristas atualmente, de acordo com Loureiro Junior. Ele lamenta que tanto no rádio como na TV, esteja havendo um aproveitamento de ex-jogadores de futebol, sem qualificação profissional para atuar nesses meios, para comentar sobre o esporte. Acabam levando a erros imperdoáveis, inclusive em relação à língua portuguesa.

"A comunicação requer qualificação, é um canal educativo e esse jogadores têm sido aproveitados em detrimento de profissionais autênticos", criticou.

Para ele, o bom comentarista deve entender e enxergar o esporte de forma que consiga transmitir por palavras o que se vê, sem ser repetitivo. Como fazia Tabajara.