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Publicada em 1/1/2010

Cidade
Pronto-socorro gera reclamação de pacientes

Quem procurou pelo PS da Vila Cristina, ontem de manhã, se irritou com a longa espera

O comerciante Márcio Jorge Prando, 34, procurou o Pronto-socorro da Vila Cristina ontem de manhã reclamando de dores no pescoço. Disse que chegou ao local às 6h10, havia uma médica atendendo, mas como o próximo plantonista assumiria às 7 horas, “ela ficou os 50 minutos restantes conversando com as enfermeiras e não atendeu mais ninguém”, desabafou.

Ele só foi atendido às 9h15. “O único médico que chegou, pois soubemos que seriam dois clínicos, atendeu sete pessoas em 15 minutos. Me receitou injeção de Voltaren e um remédio via oral. Será que o Ano Novo vai chegar e nós vamos continuar convivendo com o descaso da saúde? Será que o responsável por este local não encontra uma solução para resolver o problema?”

Daniele Santos Costa, 18, disse que sentia dores no corpo, na cabeça, estava há mais de 12 horas com vômito e diarréia e ao ser atendida, depois do comerciante, também tomou injeção de Voltaren e foi dispensada. “É um absurdo a forma que tratam a gente.” O pai da jovem, João Miranda Costa, disse que estava indignado com a situação. “O Pronto-socorro da Vila Cristina tem de ser visto com outros olhos pela Secretaria de Saúde, porque está instalado numa região muito carente. As pessoas não podem ser tratadas deste jeito”, desabafou.

SAÚDE. A assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde respondeu que haverá desconto no abono-desempenho do salário dos médicos que chegaram atrasados para o trabalho no PS. (Ana Cristina Andrade)