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Publicada em 7/7/2009

Opinião
Na linha do perigo

Editorial

Não há temporada de pipas sem acidentes. Infelizmente. E mais uma vez, Piracicaba registra um caso de motociclista atingido pela linha do brinquedo. Mesmo sem cerol (mistura de cola com vidro moído), a linha provocou um corte no pescoço da vítima. A triste lembrança será, provavelmente, uma cicatriz no local pelo resto de sua vida.

Em época de férias intensifica-se a brincadeira. Os pais devem alertar os filhos em relação aos perigos e acidentes que podem provocar com as pipas. E ser rigoroso em relação à proibição do uso do cerol, como consta na Lei Estadual 12.192, de 6 de janeiro de 2006. Quando ocorre acidente com cerol e o infrator for menor, os pais serão, para todos os efeitos, os responsáveis. Por isso, é preciso ficar vigilante, checar se o filho está ou não fazendo uso de material vetado.

Além de provocar acidentes, que podem levar à morte, e várias casos já foram registrados no Brasil, as pipas trazem outros agravantes, entre eles, a provocação de queda de energia elétrica. No ano passado, na área de atendimento da CPFL, foi a responsável por 8% de todos os desligamentos durante as férias de julho. Quando a energia é desligada, hospitais podem deixar de prestar atendimento, escolas são obrigados a fechar as portas, os trabalhos de vários profissionais são prejudicados, além do incômodo registrado pelas donas de casa.

O que muitos pais também não se atentam ainda é para o risco que seus filhos correm na brincadeira. Dentro da cidade ou na margem de rodovias, como é comum observar, eles podem ser atropelados, uma vez que a atenção é maior para a pipa do que para o trânsito. Saber onde os filhos brincam e como que é uma obrigação dos pais.