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Cidade
Posição no mercado
Certificação do etanolWorkshop discute normas mundiais para classificar produção de álcool
FELIPE RODRIGUES Da Gazeta de Piracicaba felipe.rodrigues@gazetadepiracicaba.com.br
A Esalq Jr. Economia realizou ontem o workshop "1ª Certificação Internacional do Etanol", com o objetivo de apresentar as principais e atuais exigências do mercado do etanol e discutir a importância de se obter a 1ª Certificação Internacional do produto. O evento buscou discutir a necessidade de se atestar o álcool a fim de assegurar a colocação do país no mercado internacional - já que o etanol é tido como uma alternativa importante à gasolina.
O evento teve como primeiro palestrante o professor Antonio Roberto Pereira (Esalq) com a palestra 'Certificar ou não certificar? Esta não é a questão!' que abordou as principais causas da crise energética mundial e um breve histórico dos movimentos que levaram à conscientização pela necessidade de certificações.
Cristiane Sampaio, do Inmetro, falou sobre o Programa Brasileiro de Certificação e Biocombustíveis baseado em critérios técnicos preestabelecidos, contemplando a qualidade intrínseca do produto e impacto socioambiental do processo produtivo.
O desenvolvimento do Programa busca contribuir para a superação de possíveis barreiras técnicas ao biocombustível brasileiro, facilitar o comércio exterior e o acesso a novos mercados, para estimular a melhoria contínua da qualidade e minimizar o impacto socioambiental provocado pelo processo produtivo
Guilherme Tolstoy De Simone, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sobre a importância do processo de normalização para os estudantes. Márcio Nappo, da Única, abordou o tema 'biocombustíveis e sustentabilidade, já que vários países membros da União Européia iniciaram processos com objetivo de desenvolver mecanismos de certificação socioambiental para a produção e importação de biocombustíveis, preocupados com estudos publicados em importantes revistas científicas, como a Science Magazine, passaram a questionar a validade dos biocombustíveis, já que a produção de etanol pode afetar o meio ambiente, devido aos problemas de queimadas.
INTERNACIONALIZAÇÃO
Para finalizar o evento, Wilson Tomanik, da Triplo A, deu detalhes sobre a certificação internacional para o etanol do mundo, o protocolo 'Triplo A - Etanol', que atua em todas as etapas da cadeia produtiva (fazenda, usina, transporte, distribuição e postos de combustível), abrangendo simultaneamente, em cada uma destas etapas, os aspectos técnicos, sanitários, administrativos, sociais e ambientais.

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