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Cidade
Bicho solto
Aumenta abandono de cães e gatos nas ruas da cidade
DANIELE RICCI
“A gente não pode aceitar esse tipo de coisa, pois são seres vivos e merecem respeito. É preciso que sejam tomadas providências", disse a dona de casa Ana Maria, uma entre os muitos leitores que entram em contato quase diariamente com a Gazeta para reclamar do abandono de animais, principalmente cães e gatos, pelas ruas da cidade. O problema tem sido registrado em diversos bairros.
Na semana passada, um leitor que preferiu não se identificar, contou que encontrou três gatos abandonados na rotatória próxima ao Centro Cívico. Ao entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), teria sido informado de que a denúncia deveria ser feita pelo 156 e que levaria cerca de 15 dias para que o órgão pudesse fazer a busca dos animais, a não ser que ele fizesse o pedido à SPPA (Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais). Indignado, ele levou os bichos para a frente da Prefeitura e chamou os representantes da ONG (organização não- governamental).
De acordo com Cristina Arzola, presidente da SPPA, desde o início de novembro do ano passado foi protocolado na Prefeitura um ofício solicitando ao prefeito Barjas Negri (PSDB) uma reunião para discutir uma política eficiente que evite o abandono dos animais, mas ainda não foi atendida. "Estamos no limite, todas as denúncias de abandono são transferidas para nós, a quantidade de animais abandonados aumentou nos últimos cinco meses, quando começou a história dos problemas com os pitt bulls. Este é um problema de meio ambiente e a secretaria responsável tem que resolver", disse Cristina.
Na contramão do que diz a ONG, o Centro de Controle de Zoonoses afirma não ter dados que apontem para o aumento no número de animais abandonados na cidade, pois a quantidade de solicitações para recolhimento não se alterou nos últimos meses, embora a situação seja visível num passeio pelos bairros.
O diretor do Centro de Comunicação Social, Miromar Rosa, disse em carta enviada à redação que a equipe do CCZ atende às solicitações obedecendo alguns critérios, como condições sanitárias do animal, agressividade, risco de ataques a pessoas e atropelamentos, idade, cadelas prenhas ou recém-paridas com filhotes. O Corpo de Bombeiros trabalha como parceiro nos horários em que o CCZ não está em funcionamento, para recolhimento de animais agressivos ou agressores ou em sofrimento físico. "Não é prática comum deste Centro orientar os solicitantes que procurem pela SPPA para solucionar problemas envolvendo animais abandonados, já que é de responsabilidade legal da Prefeitura controlar a população de cães e gatos nas vias públicas", disse o diretor. "Cabe legalmente ao CCZ o controle da população animal e isto tem sido feito nas ações de rotina e extraordinárias, pelo recolhimento, doação e castração de cães e gatos e com ações educativas nas escolas, empresas, eventos públicos e outros", defendeu.
Campanhas
Uma campanha de conscientização para a adoção de animais recolhidos pela equipe do canil será lançada às ruas nos próximos dias pelo CCZ. A campanha se restringirá à distribuição de cartazes em pontos comerciais, públicos, estabelecimentos veterinários e outros, informando à população sobre a existência do Canil Municipal, de forma que os animais recolhidos tenham nova chance de ser adotados ou encontrados por seus antigos donos.
Por outro lado, a SPPA pretende realizar, a partir da semana que vem, uma campanha de castração de animais, como forma de evitar proliferação. O mutirão de castração depende também da liberação da subvenção que a ONG solicitou a Prefeitura em dezembro de 2007.
Serviço
"Adote um Animal no Canil Municipal", que fica à rua dos Mandis, sem número, bairro Jupiá. Informações: 3427-2721 ou 156.

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