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Opinião
Consenso mundial
EDITORIAL
O país vive o "boom" do setor sucroalcooleiro, desta vez, puxado pelo etanol combustível ou bioetanol, assim chamado pelo fato de ser produzido de biomassa. Isso é decorrente de haver consenso mundial a respeito do fato de que o fenômeno natural do aquecimento global está desproporcionalmente acelerado devido a atividades humanas. Neste sentido, a busca por alternativas aos combustíveis fósseis passou a ser mundial.
O Brasil, pela sua disponibilidade de áreas cultiváveis e condições climáticas, vem recebendo fortes investimentos na produção de cana-de-açúcar para produção de etanol e eletricidade. Conta a favor do país sua liderança e "know how" na produção intensiva de cana, açúcar e etanol. Já se passaram mais de 30 anos desde o lançamento do programa nacional do álcool, na época para enfrentar a crise do petróleo. Dessa vez, de forma sem precedentes, o país assiste a investimentos estrangeiros aportarem em solo brasileiro direcionados para a atividade sucroalcooleira. E não é para menos: a cana-de- açúcar, pode ser considerada a rainha das biomassas. Além de fornecer açúcares em concentração economicamente viáveis, fornece também fibras que são usadas na geração de energia elétrica. A coisa é tão fantástica que o potencial da biomassa é equivalente a duas Usinas de Itaipu. Tudo indica que energia não seria um grande entrave para o crescimento do país.
Acontece que a rápida expansão do setor foi realizada visando à exportação do etanol combustível, que para se concretizar terá pela frente algumas tarefas a realizar, verdadeiras lições de casa. O etanol deverá se transformar em commodity e a principal medida é definir uma especificação para o produto. Além disso, para atingir mercados exigentes e conscientes de que a força motriz que força a mudança de matriz energética está calcada em questões ambientais. Para isso, teremos que mostrar que a produção do bioetanol será feita de forma sustentável, preservando solo, água e o meio ambiente em geral.
Daí parece bem a propósito a proposta de criação do selo ambiental para o etanol. Sem dúvida nenhuma vai ajudar a vencer barreiras comerciais importantes de mercados a serem conquistados.

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