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SINDICATO
Metalúrgicos fecham acordo e garantem 4% de reajuste
Benefícios são mantidos por mais dois anos para a categoria

Por Adriana Ferezim

Juca esteve na Gazeta com o secretário-geral do sindicato, Emerson da Silva

Crédito: Mateus Medeiros/Gazeta de Piracicaba

Juca esteve na Gazeta com o secretário-geral do sindicato, Emerson da Silva

O Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Região concluiu as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Metal Mecânica de Piracicaba e Região (Simespi) garantindo direitos conquistados, 4% de recomposição salarial, além de um abono de 12% a ser pago aos trabalhadores em até três meses.
O presidente do sindicato dos trabalhadores, Wagner da Silveira, o Juca, afirmou que os termos da convenção foram aprovados em assembleia da categoria e têm validade por dois anos, como já ocorreu em 2018. “A convenção coletiva garante aos metalúrgicos benefícios e direitos que superam o que está definido na legislação trabalhista. Na nossa região, por causa da convenção, temos cláusulas que são respeitadas pelas empresas e proporcionam um ganho maior aos trabalhadores. Com a convenção válida por dois anos, há uma estabilidade para os metalúrgicos das cláusulas garantidas”, comentou.
Ele citou alguns exemplos de conquistas que permaneceram, como a hora extra que definida por lei é de 50%, mas o sindicato garantiu que ficasse em 60%. “O adicional noturno é de 20% na lei, mas por causa da convenção aqui é 35%. A nossa cesta básica é de R$ 340,50, porque o valor que era de R$ 325,00 foi reajustado em 4,77%”.
O percentual de 4,77% é o valor da inflação no período. “Não conseguimos no reajuste do salário chegar ao valor máximo da inflação. Negociamos 4%, mas mantivemos a cesta básica, as demais cláusulas e o abono de 12% que pode ser pago de uma vez agora no final do ano ou em até três parcelas de 4%”, explicou.
Juca esteve na Gazeta com o secretário-geral do sindicato, Emerson da Silva, para comunicar sobre essa vitória importante nesse período de pandemia e crise. Eles foram recepcionados pelo diretor da Gazeta, Wilson Tietz.
Data-base mantida
Outra luta da entidade foi que o sindicato patronal mantivesse a data-base dos reajustes do salário e dos benefícios, que é no dia 1° de novembro. “Com a reforma trabalhista temos de defender sempre a data-base para a convenção não perder a validade. A princípio, houve resistência do patronal, mas conseguimos negociar de forma rápida e manter a data-base em 1° de novembro, quando passa a valer as cláusulas da convenção coletiva pelos próximos dois anos”, disse Juca.
O sindicato tem em sua base cerca de 20 mil metalúrgicos e 757 empresas. “Já tivemos mais de 1.000 empresas e 30 mil trabalhadores em 2012. Temos desde multinacionais a pequenas funilarias na qual os empregados não têm força para garantir seus direitos. Por isso, a ação do sindicato é importante para defender todos os trabalhadores”, afirmou.
Juca salientou que com maior ganho, o trabalhador consome mais e contribui para girar a economia e a produção na indústria. “Com redução da renda, toda a cadeia econômica é prejudicada. Estamos ainda na pandemia, com cuidados que devem ser mantidos e esperando que medidas sejam tomadas para a retomada da economia”, disse.
O bom resultado da empregabilidade na indústria, apontado pelo Caged em outubro, que ficou com saldo positivo em 360 postos de trabalho, conforme Juca, é resultado da sazonalidade, quando as usinas contratam equipes de manutenção. Ainda não reflete uma recuperação das empresas do setor.