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Washington sanciona entidades iranianas por ingerência nas eleições dos EUA

Por AFP

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou cinco entidades iranianas nesta quinta-feira (22), incluindo os Guardiões da Revolução, o exército ideológico de Teerã, por "tentativas flagrantes" de interferir nas eleições dos Estados Unidos de 3 de novembro.

Esses grupos trabalharam para "semear a discórdia entre a população eleitoral, espalhando desinformação online e executando operações de influência maliciosa com o objetivo de enganar os eleitores americanos", afirmou o Tesouro em um comunicado.

"Entidades do governo iraniano, disfarçadas de mídia, visaram os Estados Unidos com o objetivo de minar o processo democrático", acrescentou.

O Tesouro não explica claramente a ligação entre essas sanções e as acusações feitas na noite de quarta-feira pelo Diretor de Inteligência dos EUA, John Ratcliffe.

Ele acusou o Irã de ter obtido dados de eleitores norte-americanos e enviado e-mails "destinados a intimidar os eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o presidente [Donald] Trump", que busca sua reeleição em 3 de novembro.

As autoridades iranianas rejeitaram, por sua vez, o que descreveram como "invenções".

"O regime iraniano usa narrativas falsas e outros conteúdos enganosos para tentar influenciar as eleições dos EUA", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nesta quinta-feira, sem maiores detalhes, que prometeu "combater os esforços de qualquer ator estrangeiro que ameace o processo eleitoral".

As entidades alvo são os Guardiões da Revolução e sua unidade de elite para operações estrangeiras, a Força Qods, ambas já sancionadas em diversas ocasiões por Washington.

Nesta ocasião, também sanciona o Instituto Bayan Rasaneh Gostar, apresentado como a ferramenta de propaganda dos Guardiões da Revolução, assim como a União Iraniana de Rádio e Televisão Islâmica e a União Internacional de Mídia Virtual.

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