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ECONOMIA
Mercado imobiliário reage
Vendas dos primeiros três meses deste ano registraram acréscimo de 26,7%

Por José Ricardo Ferreira

Indicadores de vendas e financiamentos apontam que segmento está em alta no país

Crédito: Mateus Medeiros

Indicadores de vendas e financiamentos apontam que segmento está em alta no país

O setor imobiliário e a construção civil não estão somente otimistas no Brasil. Eles estão reagindo em meio à pandemia de Covid-19. Dados desses segmentos apontam que as atividades imobiliárias tiveram crescimento de 0,5% no segundo trimestre do ano. Pode parecer pouco, mas quem está nesse meio afirma que a crise do novo coronavírus será aos poucos debelada.
De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), as vendas avançaram 9,7% entre abril e junho.
Um levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) registrada em maio apontou que as vendas dos primeiros três meses deste ano registraram acréscimo de 26,7% na comparação com o mesmo período de 2019. A pesquisa teve a parceria da Brian Inteligência Estratégica em 118 cidades do país.
A CBIC realizou também uma pesquisa em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a empresa de consultoria Brain que mostra que 40% dos consumidores têm intenção de comprar imóvel nos próximos dois anos.
Para Angelo Frias Neto, diretor do Secovi (Sindicato da Habitação) e da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), o setor imobiliário se comportou muito bem em meio à pandemia. Ele explicou que inclusive os investidores no mercado financeiro voltaram a comprar imóveis. E outro dado curioso: com a pandemia as pessoas ficaram mais em casa e as famílias observaram que precisavam investir em obras na moradia ou até se mudarem do imóvel.
Frias Neto, que é proprietário da consultoria e imobiliária que levam o seu nome, disse ainda que os juros caíram melhorando as condições de crédito para todos os perfis de consumidores.
A combinação entre juros no menor nível da história, estabilidade da inflação e o pacote de estímulos do governo permitiu que o mercado imobiliário não deixasse a peteca cair e respondesse positivamente mesmo em uma economia pressionada pela pandemia do novo coronavírus.
Comprar, alugar um imóvel ou até ser inquilino, em todo o Brasil, disse Frias Neto, estão aquecendo o segmento imobiliário. Ele ainda acrescentou que o setor também vê a retomada das reformas e lançamentos o que aquece o varejo de material de construção e gera empregos.
De acordo com Frias, uma série de fatores manteve o mercado imobiliário forte, e entre eles, o dinamismo da construção civil aliado ao otimismo das empresas ou pessoas físicas, além dos juros menores. “As pessoas estão otimistas. Empresas estão vindo para Piracicaba. A partir de junho tudo começou a melhorar, inclusive as locações comerciais”, disse.
Os indicadores mostram uma retomada do interesse por imóveis desde o início da pandemia, com elevação da curva de crescimento no segundo trimestre do ano. Os sócios Joaquim e Sidney Marth, da Marth Consultoria Imobiliária que atua há 33 anos no mercado em Piracicaba, pregam otimismo diante dos números. “Nos enquadramos nos novos parâmetros do mercado imobiliário. Com rapidez e recursos digitais, oferecemos aos nossos clientes a maior facilidade no dia a dia. Atualmente, trabalhamos com imóveis para locação, venda e lançamentos de novos empreendimentos. Com nosso espírito proativo, a Marth é uma das mais renomadas empresas no ramo imobiliário de Piracicaba. Aos nossos clientes, disponibilizamos a modalidade aluguel garantido”, dizem os sócios. Eles enaltecem a equipe e lembram que o esforço é atender com qualidade a clientela e fazer parte da história da cidade.