IMPORTAÇÃO DE ARROZ
Governo define critérios para cota
A medida foi publicada no Diário Oficial da União

Por Agência BrasiI

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O Diário Oficial da União publicou a Portaria que com os critérios para a cota de Importação de arroz, com isenção de imposto. Cada empresa terá, inicialmente, cota máxima de 34 mil toneladas do produto. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) liberou o total de 400 mil toneladas, com o imposto de Importação zerado para arroz não parbolizado, polido ou brunido. De acordo com a Portaria, após atingida a quantidade máxima inicialmente estabelecida, novas concessões para a mesma empresa estarão condicionadas ao efetivo despacho para consumo das mercadorias.
E a quantidade liberada será, no máximo, igual à parcela já desembaraçada. A validade da isenção é até 31 de dezembro deste ano. Segundo a Portaria, caso seja constatado o esgotamento da cota global, não serão emitidas novas licenças de Importação.
Alta nos preços
O objetivo da isenção tarifária temporária é conter o aumento expressivo no preço do arroz ao longo dos últimos meses. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo, o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses, com o valor da saca de 50 quilos próximo de R$ 100,00.
Os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao Real, o aumento da Exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15,00, no pacote de cinco quilos, está sendo vendido por até R$ 40,00.
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o governo tomou as medidas necessárias para tentar conter a alta no preço do arroz e evitar um desabastecimento do produto nas prateleiras dos supermercados.
"O Brasil abriu mão, tirou a alíquota de Importação, para que produto de fora pudesse entrar e trazer um equilíbrio para os preços. Abrimos somente uma cota, porque não temos necessidade de muito arroz, mas isso é uma cota de reserva, para que possamos ter a tranquilidade de que o preço vai voltar, vai ser equilibrado, e que o produto continuará na gôndola para todos os brasileiros", disse.