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O PROTOCOLO
Camelódromo de Piracicaba avalia controle de acesso
Associação dos Permissionários vai propor rodízio entre os portões

Por Adriana Ferezim

Camelódromo de Piracicaba

Crédito: Mateus Medeiros

Camelódromo de Piracicaba

Sexta-feira, 10 de setembro de 2020
O Camelódromo de Piracicaba segue as mesmas regras de restrições de acesso definidas para todo o Comércio nos decretos estadual e municipal que determinam 20% da capacidade de permanência de clientes no interior do estabelecimento. Para voltar a funcionar, o local que conta com três pontos de entrada, abriu apenas o portão do meio, com entrada pela avenida Armando de Salles Oliveira. No início da reabertura do Comércio, em agosto, a Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (Semtre) notificou a Associação para cumprir o que determina o decreto ou o Camelódromo seria fechado.
Em 24 horas, os permissionários se organizaram e resolveram o problema do controle de acesso e colocaram uma pessoa para medir a temperatura e passar álcool em gel nas mãos dos clientes. Mas a escolha do portão continua sendo motivo de discussão entre os 71 permissionários que estão instalados no local.
"Ainda estamos em uma pandemia e as regras são definidas para garantir a segurança das cerca de 100 pessoas que trabalham no local, das quais 70% têm mais de 60 anos de idade e estão no grupo de risco da Covid-19, como também dos clientes, que também tem muitos idosos", afirmou o secretário de Trabalho e Renda, Evandro Evangelista.
Ele disse que não se opõe ao rodízio dos portões, mas considera que a medida poderá confundir os clientes sobre qual entrada utilizar para acessar o Camelódromo. "A nossa exigência é que se cumpram todos os Protocolos Sanitários e haja controle de acesso com o limite de 30 clientes por vez", ressaltou.
A presidente da Associação dos Permissionários do Camelódromo de Piracicaba, Maria das Dores Alves Bispo, 47 anos de idade, a Dora, permissionária há 12 anos, explicou que, no começo da reabertura das lojas, eles realmente não tinham se preparado para controlar o acesso e que isso foi solucionado.
"A escolha do portão do meio tem gerado polêmica, porque os que têm os boxes próximos aos outros portões se sentem prejudicados, porque os clientes não vão até o final do espaço. Isso acontece apesar da escolha ter sido feita em votação", contou.
Dora acredita que é possível reavaliar o acesso. Ela vai propor outra votação entre os permissionários para o rodízio entre os portões. "É uma forma de avaliar a eficácia de todas as entradas enquanto a restrição continuar por causa da pandemia. Queremos colaborar para que possamos avançar para a Fase verde do Plano São Paulo e proteger a todos", disse.