SEGUNDO ESPECIALISTA
Neste período de pandemia, é tempo de inovar
Empreendedores e empresários devem resistir e adequar os negócios

Por Adriana Ferezim

Lucas Trivelato: 'Quando a pandemia passar, nada será como antes e as empresas terão de se adaptar'

Crédito: Divulgação

Lucas Trivelato: 'Quando a pandemia passar, nada será como antes e as empresas terão de se adaptar'

Terça-feira, 4 de agosto de 2020
Parceira, tecnologia, inovação e adaptação. Os negócios que irão sobreviver à pandemia da Covid-19 serão os que agirem mais rápido em direção a essas necessidades impostas pela pandemia da Covid-19. Os novos também deverão ter isso em seu DNA e todos devem estar online. "Piracicaba é uma ótima cidade para empreender, é possível ser otimista, mas com um otimismo realista. O comerciante que insistir em manter o negócio como antes da pandemia, dificilmente vai resistir. O consumidor se adequou a uma nova realidade do isolamento social e ficou mais online. Então, quando a pandemia passar, nada será como antes e as empresas terão de se adaptar", revelou o empreendedor Lucas Trivelato, 37 anos de idade, que atua na Gestão de Empresas dos Setores Alimentício, de Beleza e de Decoração.
O desafio é criar o novo modelo de negócio, onde o proprietário volta a ser o protagonista das mudanças e ações.
"Se antes eu ficava com 15% de lucro, hoje em dia fico com 5%. Reduzi o número de funcionários e os que ficaram concordaram em diminuir o salário e a jornada. Todos perderam renda, ninguém está conseguindo crédito e todos estão negociando aluguéis. Será preciso conviver com essa nova realidade, que não vai mudar tão rápido. E é nesse momento, para a sobrevivência da empresa, que é preciso inovar. Não só na tecnologia, mas nos nichos possíveis de continuar trabalhando. Eu tinha um restaurante de Comida Brasileira, atualmente tenho delivery de pizza, hambúrguer e fritas", comentou.
De acordo com ele, será mais comum o conceito de loja dentro de loja, vários negócios no mesmo espaço. "Os comerciantes terão de ser parceiros para superar essa fase e continuar os negócios e os piracicabanos precisarão ter a mente aberta, modernizar. Porque o consumidor também está comprando menos. O nosso desafio será vender a experiência que o cliente terá com o nosso produto em sua casa", afirmou.