ESTABELECIDO PELA ANP
Postos já podem vender gasolina com novo padrão
Revendedor têm prazos de até 90 dias para escoar estoque anterior

Por Agência BrasiI

Posto de combustíveis no País

Crédito: Agência Brasil

Posto de combustíveis no País

Terça-feira, 4 de agosto de 2020
A gasolina para carros e motos já pode ser vendida com o novo padrão estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a destilação, a octanagem e a massa específica do gasolina automotivo vendido no País. A mudança se deve à Resolução nº 807/2020, publicada em janeiro, que determina as novas especificações de valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 quilo/m3, e valor mínimo de 77,0ºC para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A e com a fixação de limites para a Octanagem RON (Research Octane Number), que já existe nas especificações da gasolina de outros países.
Segundo a especialista em Regulação da ANP, Ednéa Caliman, o produto brasileiro passará a ter mais qualidade e maior eficiência energética. 
“Essa definição é importante. Quanto maior a massa específica do combustível em termos de hidrocarbonetos, maior é a densidade energética do combustível, ou seja, para o mesmo volume de combustível injetado no motor haverá a geração de maior quantidade de energia no momento da queima do combustível. Com isso, esperamos que proporcione maior rendimento, gerando diminuição do consumo e aumento da autonomia dos veículos”, disse.
Prazos
A resolução da ANP que determinou a venda obrigatória, a partir desta segunda-feira (3) foi publicada em janeiro e deu o prazo até 3 de agosto para os produtores de combustíveis se adequarem às regras. “Assim, a partir desta segunda-feira, toda a gasolina produzida no País e importada atendeu às novas especificações”, observou a ANP.
No entanto, a Agência também fixou o prazo adicional de 60 dias para as distribuidoras e de 90 dias para os revendedores se adequarem. Até lá, será permitido o escoamento de possíveis produtos comercializados até o domingo (2) ainda sem atender integralmente às novas características.