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EUA preocupado com a segurança das vacinas chinesa e russa enquanto aumenta corrida contra o coronavírus

Por AFP

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A autoridade máxima em doenças infecciosas dos Estados Undios manifestou sua preocupação sobre a segurança das vacinas contra a COVID-19 que estão sendo desenvolvidas na China e Rússia, enquanto o mundo procura respostas para uma pandemia que a OMS garante que será sentida por décadas.

Seis meses após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a emergência global, o novo coronavirus matou mais de 680.000 pessoas no mundo e infectou mais de 17,6 milhões, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

A região da América Latina e Caribe registra o maior número de casos de COVID-19 no planeta, com mais de 4,7 milhões de contágios e aproximadamente 195.000 mortes.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, recentemente recuperado da COVID-19, disse na sexta-feira que provavelmente todo o mundo acabará se infectando com o coronavírus e pediu à população que "o enfrente", afirmando que não há nada a temer.

Suas declarações ocorrem em um momento em que o país lamenta cerca de 92.500 mortes e mais de 2,5 milhões de casos, o segundo mais afetado do mundo, e depois que a companhia aérea brasileira-chilena LATAM anunciou a demissão de pelo menos 2.700 funcionários.

Enquanto isso, na Europa os Estados anunciaram novas restrições e recessões econômicas históricas. A OMS declarou que a pandemia é uma crise "que só se vive uma vez por século" e que seus efeitos serão sentidos por décadas.

Inúmeras empresas chinas lideram a corrida para desenvolver uma imunização contra a doença e a Rússia estabeleceu setembro como data limite para lançar sua própia vacina.

No entanto, o especialista americano em doenças infecciosas, Anthony Fauci, afirmou que é pouco provável que seu país use uma vacina desenvolvida por um destes países, onde os sistemas reguladores são mais opacos do que no Ocidente.

"Espero que os chineses e os russos realmente estejam testando a vacina antes de administrá-la em alguém", disse durante uma audiência no Congresso nesta sexta-feira.

Como parte de seu projeto "Operation Warp Speed", o governo dos EUA pagará aos laboratórios Sanofi e GSK até US$ 2,1 bilhões para desenvolver uma vacina contra a COVID-19, disseram as empresas farmacêuticas.

Um dos países que participará dos ensaios em grande escala (a terceira e última fase de testes da vacina) da Sanofi é o México, que registrou um novo recorde de casos diários nesta sexta, com 8.458 infecções.

O país norte-americano já é o terceiro mais afetado do mundo pelo vírus, com 46.688 mortos (424.637 casos), superando o Reino Unido.

Na América Latina, a Colômbia também enfrenta um avanço sem freio do vírus, que nesta sexta ultrapassou as 10.000 mortes no país.

Em uma tentativa de conter a propagação da doença, a Bolívia decidiu estender uma quarentena flexível até 31 de agosto, o que significa que suas fronteiras terrestres e aéreas permanecerão fechadas.