Emílio Moretti
O avanço dos jornais digitais

Por Emílio Moretti

Emílio Moretti

Crédito: Del Rodrigues

Emílio Moretti

A palavra impressa sumiu?
Desde 1808 até hoje, o jornalismo pode ser entendido através de três períodos evolutivos em função do sistema de impressão ou da técnica de produção, quais sejam: período tipográfico, período litográfico (offset), período digital (ou do design).
Muitos leitores estão migrando para internet, celulares e leitores portáteis (iPods). Talvez o hábito de ler jornal impresso não resista às próximas gerações. Os custos de impressão, a evasão da publicidade, a própria crise financeira que atingiu o mundo neste final da primeira década do século XXI, têm levado ao fechamento de diversos jornais impressos no mundo inteiro.
Nos últimos anos, o mundo das notícias mudou drasticamente. Após a mudança para o digital, o papel dos jornalistas visuais evoluiu. À medida que nossos hábitos de leitura mudam, também mudam as maneiras pelas quais os designers lidam com tipografia, sistemas de grade e ilustração, a fim de contar uma história da maneira mais envolvente.
São muitos os desafios diários de jornalistas e designers editoriais e das equipes por trás de alguns dos jornais mais influentes, como o New York Times, o Guardian e o Libération. Informações exclusivas de profissionais combinadas com exemplos visuais excelentes revelam o funcionamento interno da indústria de notícias e fazem do Newspaper Design um item obrigatório para designers, editores e jornalistas.
Inovações
O jornal inglês The Guardian redesenhou sua edição impressa para oferecer uma experiência de leitura mais focada e com curadoria, enquanto o New York Times introduziu seções especiais somente para impressão e transformou sua revista semanal. Hoje, os designers de jornais precisam pensar não apenas em tornar as notícias legíveis, mas em oferecer uma experiência de leitura que outras mídias não podem. A inovação do jornal eletrônico - convergência impressa e online
Em uma época na qual novas tecnologias de telas com cada vez mais resolução são lançadas, muitas pessoas não imaginam que o E-Ink, uma solução simples e elegante, está dominando o mercado dos jornais digitais.
Diferentemente das telas de LED e LCD de tablets, smartphones e computadores, os displays de E-Ink trazem conforto e autonomia para a sua leitura. Você já ouviu falar em leitores digitais, ou e-readers, como o Kindle e o Lev Neo? Eles utilizam uma tecnologia muito inteligente, que busca simular a textura e a visibilidade do papel para fazer com que a leitura digital seja leve e agradável.
O que é E-Ink?
O display, ou tela, E-Ink é um tipo de tecnologia de telas muito presente em leitores de ebook's como o Kindle, o Lev Neo e o Nook. E o seu funcionamento é mais simples do que se imagina. Eles são compostos por duas camadas de um material transparente. Entre essas camadas, estão localizadas esferas minúsculas, responsáveis pela formação das imagens.
Cada uma dessas microesferas possui um conjunto de pigmentos pretos e um outro conjunto de pigmentos brancos, sendo todos magnéticos. Dessa maneira, por meio da programação do aparelho, esses pigmentos se organizam, fornecendo os tons de cinza em cada ponto da tela E-Ink e formando as imagens desejadas.
Qual a diferença do E-Ink para o Papel e LCD?
Os pontos luminosos existentes na tecnologia E-Ink são o diferencial. Isso significa que o e-ink não utiliza luz para formar as imagens, diferentemente do LCD ou mesmo do LED.
Em comparação, uma aproximação visual de um e-reader "versus" uma tela de LCD nos mostra que a resolução do E-Ink faz com que praticamente não haja perda de imagem, enquanto a tela digital deixa claro o posicionamento dos pixels.
E é por isso que os displays e-ink são chamados de papel eletrônico, pois imitam pontos impressos com tinta por meio da organização dos pigmentos pretos ou brancos nas microesferas presentes nas telas. E, como o aparelho não emite nenhum tipo de luz, ele causa um incômodo visual muito menor, se semelhando à leitura no papel.
E os E-Readers iluminados?
E a grande diferença é que os dispositivos iluminados, como o Kindle Paperwhite e o Kobo Glo, trazem uma retroiluminação específica para a área de leitura, de modo que a luz não faz parte da formação da imagem. Emitida a partir da porção lateral do leitor digital, ela iluminará a tela, não os olhos de quem lê.
É por isso que os novos e-readers iluminados continuam trazendo a grande vantagem de não incomodar os olhos, uma vez que a fonte de luz não se encontra diretamente posicionada contra o rosto do leitor. Essa função, inclusive, resolve um dos grandes problemas dos e-readers antigos, eliminando a necessidade de se acender um abajur, por exemplo, como fazemos com os livros de papel.
Zero Hora de Porto Alegre (RS), inovadores
Lançada em 2015, a modalidade de assinatura ZH Tablet foi premiada no ano passado pela International Newsmedia Marketing Association (INMA) na Categoria Melhor Conteúdo Pago ou Iniciativa para Novas Assinaturas. Este ano, a circulação digital da Zero Hora está em alta de 56%, o dobro do segundo jornal que mais cresce.