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MENOS EMPREGOS
Cidade fechou 1.741 vagas formais em maio
Setor de Serviços foi o que mais demitiu

Por Adriana Ferezim

Números negativos. Três mil e trezentas pessoas com carteira assinada foram demitidas no mês passado; 1.559 foram contratadas

Crédito: Valdecir Galor/SMCS

Números negativos. Três mil e trezentas pessoas com carteira assinada foram demitidas no mês passado; 1.559 foram contratadas

Terça-feira, 30 de junho de 2020
Em Piracicaba, o saldo entre os 1.559 trabalhadores admitidos com carteira assinada, em maio, e os 3.300 demitidos no período, foi negativo em 1.741 postos. No mês de abril, o número de vagas canceladas chegou a 1.751. No ano, o saldo do emprego formal no município é negativo em 2.777 vagas. Dos primeiros cinco meses do ano, o resultado desse estudo foi positivo em janeiro e fevereiro. Nos três períodos seguintes foi deficitário, já tendo início os efeitos da pandemia do novo Coronavírus na Economia. 
No mês passado, os índices foram puxados para baixo principalmente pelos Setores de Serviços, Indústria e Comércio, conforme apresentam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério da Economia, que foram divulgados nesta segunda-feira (29).
Os Serviços tiveram resultado negativo de 1.029 postos de trabalho. O Segmento mais atingido dessa área foi o de Transportes de Passageiros. Em maio, as contratações do Setor somaram 525 e as demissões, 1.554. A Indústria, atingida pela paralisação do mercado interno, sente os efeitos da queda das Exportações, principalmente no Segmento de Transformação, no de Máquinas e Equipamentos e Peças de Veículos Automotores.
"A Indústria já readequou a produção, mas sem reação no mercado nacional, com as montadoras paradas ou com pouca demanda e com os pedidos do Exterior menores dos produtos fabricados em Piracicaba, a tendência é que, em junho, mais demissões ocorram nas empresas, mantendo o saldo do emprego negativo", disse Homero Scarso, gerente-regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp Piracicaba).
Comércio sente impacto da paralisação
O Comércio fechou 226 postos de trabalho formais em maio. Foram contratados 464 trabalhadores e demitidos 690.
"Essa medida do governo federal do empresário poder fazer o pagamento parcial do salário e outras ações que ajudaram, ainda está segurando muitos empregos, inclusive porque tem a garantia do emprego quem aderiu a essa proposta. O efeito da pandemia tem demonstrado que deverá ser devastador para a Economia, para o Comércio. A Quarentena por causa da Covid-19, com os estabelecimentos fechados, está durando um tempo maior do que todos previam. Muitos negócios já foram fechados ou estão fechando", disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, Luiz Carlos Furtuoso.
De acordo com ele, o impacto é ainda maior do que o divulgado pelo Caged. "Temos muitas pessoas que eram informais e estão sem trabalho, como os Microempreendedores Individuais (MEIs). A queda na renda afeta o Comércio, o Serviços e chega até a Indústria. Esse impacto começa a exigir uma discussão de toda a sociedade", avaliou Furtuoso.
A Construção Civil foi o setor que menos reduziu mão de obra com carteira assinada. Foram contratados 151 trabalhadores e demitidos, 226. O saldo foi negativo em 75 vagas de emprego. O único Setor positivo no mês passado foi o da Agropecuária. Foram realizadas 119 admissões e 55 desligamentos, com saldo positivo de 64 empregos com carteira assinada.
Nessa área, o Segmento que mais contratou foi o de Lavouras Temporárias, com saldo positivo em 72 vagas. O que mais demitiu foi o de atividades de apoio à Agricultura e Pecuária, com saldo negativo de 10 empregos.