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FIQUE EM CASA
Doria pede que a população não vá para Litoral
Governador enfatizou que todas as praias do Estado estão fechadas

Por Agência BrasiI

Cidade de São Paulo

Crédito: Agência Brasil

Cidade de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez um apelo para toda a população do País, solicitando que, neste feriado da Páscoa, as pessoas evitem se deslocar até o Litoral Paulista. Para isso, o governador lembrou que todas as praias do litoral de São Paulo estão com seus acessos fechados para evitar aglomerações nesta época da pandemia do novo Coronavírus. “Faço aqui um apelo: por favor, não se dirijam especialmente ao Litoral de São Paulo. Se possível, fiquem em suas casas. Permaneçam em casa durante o período da Páscoa”, disse Doria.
“As praias estão fechadas, todas elas. Do Litoral Norte à Baixada Santista e Litoral Sul. Nenhum acesso às praias do Litoral de São Paulo está permitido”, acrescentou. Durante entrevista concedida hoje no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o governador voltou a falar da necessidade de as pessoas se manterem em casa, o quanto for possível, como melhor medida de proteção contra o novo Coronavírus.
O governador lembrou ainda que a Quarentena vale para todo o estado de São Paulo e que, qualquer cidade paulista deve evitar a formação de aglomerações. “A orientação vale para todo o Estado de São Paulo. Não é compreensível que pessoas imaginem que esse problema esteja só na Capital ou na Região Metropolitana. Ele atinge todo o estado de São Paulo. O agrupamento de pessoas está proibido (no Estado)”, falou Doria, acrescentando que a Polícia Militar já foi orientada para reprimir aglomerações em todo o Estado.
“A Secretaria de Segurança Pública está orientada, juntamente com os prefeitos, a agir. Primeiro, na orientação. Na sequência, na advertência; depois, a multa. E depois, a prisão”, disse ele. Na entrevista, Doria criticou o fato de pessoas estarem atacando médicos e cientistas. “Nossa guerra é contra o Coronavírus. Não é contra a Medicina”, disse o governador.
“Por favor, respeitem os médicos. Respeitem a Medicina. Respeitem os enfermeiros. Respeitem aqueles que estão doando sua ciência, experiência, vida, trabalho e dedicação para ajudar as pessoas a manterem suas vidas e sua saúde”. São Paulo tem 5.682 casos confirmados de Coronavírus, com 371 óbitos. Há, ainda, 861 pacientes internados em estado grave nas Unidades de Terapia Intensiva e 815 em Enfermarias.
Cloroquina
O infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, voltou a falar hoje sobre o uso de Cloroquina como tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Recuperado da infecção pelo novo Coronavírus, Uip não comentou se fez uso da substância em seu tratamento e pediu respeito à sua privacidade. Já o seu amigo, o médico cardiologista Roberto Kalil Filho, do Hospital 'Sírio-Libanês', admitiu que usou Cloroquina no tratamento
Segundo Uip, o uso da Cloroquina foi liberado pelo Ministério da Saúde para todos os pacientes que estão internados, desde que o médico recomende o uso e o paciente autorize. Ele lembrou, no entanto, que a Cloroquina é um medicamento que tem efeitos adversos e deve ser usado com cuidado.
“A Cloroquina está indicada para pacientes internados, desde que prescrita pelos médicos com aceite formal assinado pelo paciente. Temos enorme experiência com a Cloroquina. Ela é usada há muitos anos no tratamento da malária. É uma droga importante, mas com efeitos colaterais, não desprezíveis. Ela deve ser utilizada sob prescrição e observação médica”, explicou, ressaltando que, sua eficiência no tratamento da Covid-19 ainda não foi comprovada cientificamente.
O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse que São Paulo já recebeu 200 mil comprimidos de Cloroquina, que estão sendo distribuídos para uso nos hospitais públicos.