CIDADE NA FRENTE
Liderança em serviços
O índice, que está na 4ª edição, foi divulgado pela 'Macroplan'

Por Adriana Ferezim

Piracicaba lidera o ranking do Estudo 'Desafios da Gestão Municipal'

Crédito: Christiano Diehl Neto

Piracicaba lidera o ranking do Estudo 'Desafios da Gestão Municipal'

Sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Piracicaba lidera o ranking geral do Estudo 'Desafios da Gestão Municipal' que avalia 15 critérios de quatro áreas: Educação, na qual também é a 1ª colocada, Saúde (6ª), Segurança (13ª) e Saneamento e Sustentabilidade (10ª), dos 100 maiores municípios do País, com mais de 273 mil habitantes. Em relação aos dados da última década, a cidade evoluiu nove posições e, subiu uma posição ante ao IDGM de 2019. Os dados do Estudo realizado pela 'Macroplan' para a avaliação dos critérios são de 2017 e de 2018. O índice, que está na 4ª edição, foi divulgado nesta quinta-feira (13).  Piracicaba conquistou a maior pontuação: 0,757 entre todas as cidades avaliadas. O IDGM varia de 0 a 1 e, quanto mais perto do 1, melhor o desempenho dos municípios. 
“Piracicaba já vinha apresentando boas posições nos rankings anteriores e já era a 1ª em Educação, no ano passado. Era a 2ª colocada no geral e conseguiu evoluir para o 1º lugar. Sua melhora tem a ver também com o desempenho das outras cidades analisadas em cada um dos critérios”, explicou Eber Gonçalves, consultor-sênior da 'Macroplan'. Ele e Adriana Fontes coordenaram o DGM 2020.
As quatro áreas que definem o posicionamento no ranking são as que mais oferecem serviços à população. “O estudo não entra no mérito de como a Prefeitura faz a Gestão Municipal. Mas analisa a Gestão Pública e a continuidade das Políticas Públicas que resultam na evolução dos serviços prestados à população. Para isso é necessário um esforço dos municípios e uns se esforçam mais do que seria o esperado”, comentou.
Um exemplo é a Educação de Piracicaba, que não parou de evoluir na oferta de vagas e também na melhora dos índices de avaliação da Educação, sempre acima das metas. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Fundamental I foi de 6,8 na Rede Pública em 2017, nota maior que a média dos 100 maiores municípios, como ocorreu também na avaliação do Ideb do Ensino Fundamental II, que foi de 5,2, em 2017.
O município tem uma estimativa de atendimento das crianças de zero a três anos de idade, em Creche de 65,42%, com 12.766 matriculas em 2018, um aumento de 98,66% comparado ao número de matrículas em Creche em 2088, que era de 6.426 crianças de 0 a 3. Na Pré-Escola, o atendimento apurado em 2018 foi de 100% na relação entre crianças de quatro e cinco anos de idade, e a quantidade de crianças matriculadas na Rede Pública.
“O município tinha a 1ª melhor posição no indicador nesse conjunto de municípios em 2018. Havia 8.227 crianças de quatro a cinco anos de idade, matriculadas em Pré-Escola em 2008. Em 2018, o número de matrículas foi para 10.291. Essa variação correspondeu a 25,09% de crescimento das matrículas entre 2008 e 2018”, informou o Estudo.
Na Saúde, o indicador que ainda pesa é a mortalidade infantil. Entre 2017 e 2018, esse indicador subiu 0,2 pontos percentuais, passou de 8,98 para nove óbitos por mil nascidos vivos com até um ano de idade. “Foi pequena a elevação, mas reflete nos indicadores”, explicou Gonçalves.
Segundo ele, a cidade evoluiu nos demais critérios da Área da Saúde, como na proporção de nascidos vivos que as mães fizeram sete ou mais consultas de Pré-Natal, que chegou a 83,66%, em 2017. Reduziu a taxa de mortalidade prematura por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) que passou a 245,34 óbitos por 100 mil habitantes entre 30 e 69 anos de idade, além de ampliar a cobertura da Atenção Básica, por equipes, alcançou 64,29%.
Pontos fracos
Além da Mortalidade Infantil que é um desafio que o município tem investido em planejamento e estratégias conjuntas entre a Atenção Básica e as Maternidades, outro problema que a Gestão Pública tem de investir conforme o estudo é o dos acidentes de trânsito com vítimas fatais.
“Verificamos incidência de muitos óbitos de pedestres por atropelamento e de acidentes com automóveis e motocicletas. Por outro lado, a cidade reduziu a taxa de homicídio (para 7,80 por 100 mil habitantes), o que resultou num bom resultado desse indicador”, informou Gonçalves.
O município ficou com a pior posição (63ª) no critério de óbitos no trânsito, com taxa 15,60 mortes por 100 mil habitantes em Piracicaba, em 2017. “A taxa foi maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil”, disse.
Naquele ano, a cidade registrou 21 mortes de pedestres, 17 de motociclistas, 14 de condutores ou passageiros de automóveis e um ciclista. Outras nove mortes registradas em 2017 não têm disponíveis a informação por tipo de veículo ou se foram pedestres.
Perda de água
No Saneamento, Piracicaba só não é líder também, como ocorre na Educação, porque ainda tem uma das piores posições na perdas na distribuição de água, mesmo melhorando da 71ª colocação no ranking do ano passado, para 69ª, no deste ano, conforme Gonçalves.
Em 2018, Piracicaba tinha 49,64% de perdas na distribuição de água. De acordo com o estudo, nesse ano, o volume distribuído de água foi estimado em 57.248 mil m³ (metros cúbicos). O volume de água perdida foi de 28.416 mil m³. “Nos outros quatro índices analisados nas Áreas de Saneamento e Sustentabilidade, (coleta de resíduos, abastecimento de água, atendimento de esgoto e coleta de esgoto) Piracicaba está em 1º lugar”, afirmou Gonçalves.
A cidade tem 100% de esgoto tratado em relação à água consumida, alcançou 100% da população atendida com coleta de esgoto e também 100% da população estimada em 400.949 habitantes atendida com abastecimento de água. “O Estudo trabalha com os dados consolidados, por esse motivo o indicador tem como base os anos de 2017 e de 2018”, explicou.