AS RAÍZES
'Cícera' mostra o retrato de mulheres retirantes
Apresentação acontecerá nesta sexta-feira, no 'Ponto de Cultura Garapa'

Por Da Redação

Apresentação a partir das 20 horas. 'Cícera' é a história de uma mulher, mas é o retrato da vida de centenas de mulheres retirantes que deixam suas raízes na busca de igualdade social

Crédito: Jacquelline Angelo

Apresentação a partir das 20 horas. 'Cícera' é a história de uma mulher, mas é o retrato da vida de centenas de mulheres retirantes que deixam suas raízes na busca de igualdade social

Sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020 
Nesta sexta-feira (14), a partir das 20 horas, o Grupo 'Contadores de Mentira', de Suzano, apresentará o espetáculo 'Cícera', no 'Ponto de Cultura Garapa'. A atividade conta com o apoio do Proac, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do governo do Estado de São Paulo. O 'Ponto de Cultura Garapa' está localizado à rua Dom Pedro II, 1.313. Na mala, a alagoana Cícera - interpretada por Daniele Santana - traz um punhado de farinha, quatro filhas e o sonho de uma vida melhor. Em São Paulo, encontra dureza, concreto, fome e saudade.
Cícera é a história de uma mulher, mas é o retrato da vida de centenas de mulheres retirantes que deixam suas raízes na busca de igualdade social. A anciã, a jovem, a desbravadora, a mãe, a trabalhadora, a que luta por seus direitos. Todas são Cíceras. Atravessada por cantos de trabalho, relatos e memórias, a obra apresenta uma mulher nordestina em ponto de ebulição, que dança e saúda sua caminhada.
O Grupo absorveu a proposta criando o espaço necessário para que o protagonismo feminino fosse o ponto norteador, para que a obra ressoasse o que a atriz gostaria de dizer e o que outras mulheres gostariam de dizer através dela. É um trabalho feminino, de energia feminina, de potência criadora feminina.
É um solo que traz toda a bagagem da pesquisa do Grupo, que se coloca como resposta a tempos de retrocessos, que pontua que o Brasil é um País Plural, de um povo diverso culturalmente e que segue lutando contra todo tipo de desigualdade. Cícera é uma obra para não se deixar esquecer o passado e para se manter atento ao presente.
Grupo
O Grupo 'Contadores de Mentira' surgiu, em 1995, na cidade de Suzano, Região do Alto Tietê, onde desde 2012 mantém também uma sede física o Teatro 'Contadores de Mentira'. Há 24 anos, produz obras teatrais, festivais, encontros, formação e, sobretudo, um diálogo de sobrevivência, crescimento, articulação e atitude entre cidadão e Cultura.
O grupo existe e resiste fora do grande centro, indo no fluxo contrário ao pensamento de que apenas os grandes centros são produtores de Cultura. Embasam seu trabalho nos estudos da Antropologia Teatral, firmando suas pesquisas em três Eixos: Metáfora, Rito e Celebração. Buscam nos povos e suas manifestações populares alimento para as criações.