OS CUIDADOS
Combate à dengue
Os dados divulgados pela SMS totalizam 20.221 visitas pelos Mutirões

Por Henrique Inglez de Souza

Saúde divulga balanço de 2019 do Programa de Combate à Dengue e projeta ano de muitos casos da doença em Piracicaba

Crédito: Christiano Diehl Neto

Saúde divulga balanço de 2019 do Programa de Combate à Dengue e projeta ano de muitos casos da doença em Piracicaba

Sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou dados do Programa Municipal de Combate ao Aedes (PMCA), em 2019. Foram recolhidos 12.750 quilos de materiais sem utilidade. O número reflete parte de um ano considerado epidêmico em dengue, com três óbitos na cidade. “Entre fevereiro e abril, tivemos mais de três mil casos”, contou o coordenador do PMCA, Sebastião Amaral Campos, o Tom. “Vimos, inclusive, o ressurgimento do vírus tipo 2, que há tempos não aparecia. Este é mais agressivo”.
Os dados divulgados pela SMS totalizam 20.221 visitas pelos Mutirões, aos sábados. Também ocorreram 914 solicitações de coleta de materiais sem uso, pouco mais de 800 notificações e 290 autos de infração. No que se refere a multas, foram aplicadas 177. A Defesa Civil deu apoio a 22 entradas forçadas. Para 2020, a projeção mantém o estado de atenção e a necessidade de um envolvimento mais efetivo da população no combate ao mosquito.
O Aedes Aegypti, vale lembrar, transmite dengue, zika, chikungnya e febre amarela. Por ora, a situação está sob controle, segundo Tom. Contudo, o período entre final de fevereiro e início de março deve registrar aumento significativo de casos. A temperatura e o volume de chuvas são algumas das condições que favorecem a reprodução do vetor.
“Talvez a questão cultural seja nossa maior barreira”, analisou o coordenador do PMCA, referindo-se à dificuldade dos agentes em entrar nas residências. “É interessante que a população se conscientize de que a dengue mata”.
 O ano mal começou, e as ações de combate à doença seguem diariamente. Arrastões, Mutirões, visitas em domicílios e entrada forçada em imóveis fechados são algumas das medidas para se tentar vencer, ou amenizar, os números em 2020.
Dura missão
A rotina dos agentes de controle de vetores é um desafio nada fácil. “Uns moradores colaboram, outros não. E olha que nem entramos nas casas. Só verificamos a parte externa”, contou uma agente. “Quem costuma nos atender são os funcionários, e às vezes eles não têm autorização para nos deixar entrar”.
A varredura realizada vasculha mínimos detalhes. “Procuramos o foco do criadouro, onde haja água com a larva". Neste quesito, os campeões são piscinas sem tratamento, recipientes de formas e tamanhos variados e lixo.
Em média, 30 mil imóveis são visitados por mês. A agente entrevistada pela Gazeta de Piracicaba disse que tem meta em torno de 55 endereços por dia. Só na manhã desta quinta-feira (16), foram encontrados focos do Aedes Aegypti em 10 casas. “Muitos desacreditam em nosso trabalho. E deveriam acreditar mais, porque é um bem para todos”, desabafou. “As pessoas precisam ter mais consciência, né?”.
Mutirões
18 de janeiro: Algodoal
25 de janeiro: Cidade Alta
1º de fevereiro: Vila Industrial
8 de fevereiro: São Dimas/Cidade Jardim/Parque da Rua do Porto
15 de fevereiro: Vila Rezende
29 de fevereiro: Nova Piracicaba
7 de março: Piracicamirim.