CARLOS BOTELHO
Vereadora questiona Executivo sobre trânsito na B.O.
Coronel Adriana também quer saber das placas que foram retiradas da via

Por Da Redação

Sobre a B.O. No requerimento, a Coronel Adriana faz uma série de perguntas, inclusive sobre estatísticas de trânsito

Crédito: Fabrice Desmonts

Sobre a B.O. No requerimento, a Coronel Adriana faz uma série de perguntas, inclusive sobre estatísticas de trânsito

Sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
A vereadora Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (CID), pede informações ao Poder Executivo sobre fiscalização de trânsito e ação de proibição de estacionamento de veículos na avenida Carlos Botelho, no período das 22 horas às 6 horas. De acordo com Coronel Adriana, após o Carnaval de 2013, a Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) e a Guarda Civil implantaram a proibição de estacionamento de veículos nos quarteirões da avenida Carlos Botelho, conhecida como B.O., entre as ruas Doutor Paulo Pinto da Costa e a avenida Centenário, no bairro São Dimas, nos finais de semana, no horário mencionado.
Além da proibição, também foi determinada aplicação de multas para quem descumprisse a norma. "A medida era válida para todos os dias da semana, para tornar a Região mais segura, além de eliminar o som alto dos carros e comportamentos abusivos de frequentadores que perturbavam comerciantes e moradores, e ocasionavam desordem pública", disse.
A Prefeitura interditava parte da avenida Carlos Botelho nos dias de maior movimento dos bares e restaurantes. Porém, o dono de um estacionamento recorreu da medida, com a alegação de prejuízo financeiro, e conseguiu liminar para o impedimento das ações que fecham o trânsito na Região.
Na propositura, a vereadora conta que, enquanto era subcomandante interina do 10º Batalhão de Polícia Militar de Piracicaba, a corporação continuou a realizar as ações de abordagem na B.O., além da Operação 'Direção Segura', três vezes na semana. A iniciativa promovia a autuação de motoristas, entre as noites e as madrugadas, durante blitzes, para prevenir e reduzir acidentes provocados pelo consumo de álcool.
"O trabalho da Polícia Militar não é impedir o trânsito. Cabe à PM as abordagens dos veículos, onde acontece a verificação de documentos, teste de Alcoolemia (medição do teor de álcool ingerido) e consulta de pendências com a Justiça. A interdição e a questão do barulho são de responsabilidade da Prefeitura", comentou Coronel Adriana.
A liminar que proibia as ações que fecham o trânsito na Região da avenida Carlos Botelho foi derrubada pelo Tribunal de Justiça. Com esta ação, a Prefeitura voltou a implantar medidas de fiscalização de trânsito, intermediárias, para não prejudicar a Economia Local. Como medida, o poder público determinou a fixação de placas de "Proibido Estacionar na Via, das 22 horas às 6 horas" e a fiscalização de trânsito, tanto pela Prefeitura quanto pela Polícia Militar.
Segundo Coronel Adriana, a Prefeitura determinou às Secretarias a continuidade, rígida, do cumprimento das determinações legais, visto que outros problemas, como falta de alvará de Comércios e colocação de mesas e cadeiras fora do espaço permitido, foram detectados. 
No requerimento, a vereadora frisou que foi informada sobre a retirada das placas na reunião do Conseg (Conselho de Segurança), realizada no dia 31 de outubro do ano passado. Durante o encontro, a parlamentar também soube de que a fiscalização de trânsito da Região é realizada com cada vez menos frequência pela Prefeitura, o que foi criticado pelos integrantes do Conseg.
Os membros da entidade, por sua vez, concordam com as ações referentes à proibição de estacionamento. "Com a remoção das placas, o estacionamento fica livre na via, porém, a autuação dos que estão fazendo balbúrdia, fica impossibilitado. Por mais que a Guarda Civil e o Pelotão Ambiental intensifiquem a patrulha nos finais de semana, o incômodo aos que residem na Região voltará", disse.
No requerimento, a vereadora pergunta sobre o motivo da retirada das placas da avenida, qual a previsão de recolocação, se houve consulta, pesquisa ou comunicado aos moradores da Região e à Associação de Bairros sobre a remoção das placas; quantas vezes por semana e, em quais horários, a Guarda Civil e a Semuttran realizam patrulha e fiscalização na via e qual o custo para afixar uma maior quantidade de placas ou retorná-las.
Coronel Adriana também quer saber quantas multas a Semuttran e a Guarda Civil aplicaram, desde 2013, com a medida, e quais são as estatísticas de trânsito, furtos, roubos, desinteligências, atendimentos por reclamação de barulho, uso excessivo de bebidas e estatísticas de ocorrências, de 2010, até o momento, tanto da PM quanto da GC.