AS DELÍCIAS
Saborosos panetones
Não ha limites para os sabores e os formatos de um dos símbolos do Natal

Por Henrique Inglez de Souza

De frutas secas, chocolate e inúmeras outras receitas, o panetone é um dos destaques no Natal

Crédito: Adriano Rizzo

De frutas secas, chocolate e inúmeras outras receitas, o panetone é um dos destaques no Natal

Quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
As Festas de Fim de Ano têm suas peculiaridades. Transformam paisagens. Uma rápida volta pelas ruas, e logo se vê casas, prédios e estabelecimentos comerciais enfeitados. A Culinária também é uma marca do período. Tem no panetone um protagonista. Seja manhã, tarde ou noite, seu consumo é elevado - e o mercado agradece. Encontra-se o produto com facilidade em diversos pontos da cidade. A variedade democratiza bolsos e preferências. Além dos tradicionais (de frutas secas e de chocolate), há inúmeras outras receitas, com churros, brigadeiro, morango, creme de sonho, banana com canela, e até sem adição de açúcar. A lista vai longe. 
Na Rede Jaú Serve Supermercados, a saída de panetone intensifica-se em dezembro. Ao lado de marcas consagradas são oferecidos produtos da casa (sabores tradicionais e especiais).
"A procura aumenta toda semana. A partir da próxima, a expectativa é que a cada 10 clientes, sete levem um panetone", explicou Danieli Rosa, coordenadora de Marketing da Rede. As vendas de marcas famosas e as que a loja produz equiparam-se nesta época. Nessa hora, segundo ela, fala mais alto o lado afetivo.
"Panetone tem sabor de infância, de família e amigos reunidos em torno da mesa", comenta. "Este ano, os preços não tiveram reajuste em relação a 2018. Isso estimula a compra para as festividades, ou até mesmo para presentear alguém".
O ritmo movimentado no consumo da iguaria reflete-se nos produtores independentes. Um destes, Reinaldo Paiva, sabe bem disso: "Este mês, a procura é bastante considerável. Enquanto produtor caseiro e artesanal, é difícil competir com os grandes grupos. Mas conseguimos conquistar uma fatia de Piracicaba que escolhe algo diferenciado, com sabor, aroma e textura que não se encontram nos industrializados".
Mania
A aposentada Lourdes Sebastiana é do tipo conservadora. Prefere o panetone tradicional por conta da massa adocicada. "E também por causa das frutas cristalizadas". Consumidora há cerca de três décadas, Lourdes mantém fiel. "Apareceu, e podendo, eu compro", conta. "Panetone tem gosto de Natal. Fim de ano sem ele não vale!".
Encontrar quem partilhe da mesma mania é fácil. A adestradora de cães Mirielen Siqueira Campos garante ser viciada. Coisa de família: "Até mesmo depois que passam as festas continuamos consumindo". A profissional da área canina revela suas particularidades: "Quanto mais molhadinho e macio, melhor! Gosto do tradicional, mas também de chocotone e trufado. Tem uma combinação que adoro: panetone com sorvete".
Origem
A criação do panetone é rodeada de mistério. Sabe-se, porém, que surgiu em Milão, Itália. Das versões conhecidas, há a do padeiro Toni, na segunda metade dos anos 1400. Apaixonado pela filha do patrão, o jovem criou o pão doce recheado para fazer a média com o chefe, dono da Padaria Della Grazia.
A tática deu tão certo que os fregueses intensificarem a procura pelo tal "pani de Toni" (na tradução livre, "pão do Toni"). A iguaria ganhou fama e viu seu nome transformando-se com o tempo: virou "panattón" para, em seguida, tornar-se "panettone".
Lendas à parte, o panetone atravessou fronteiras e gerações. Sua receita clássica é a da massa suave, com toque de baunilha e recheada de frutas secas variadas (uva passa, laranja, limão, maçã, damasco). Entretanto, outras receitas foram surgindo. A criatividade virou um dos melhores instrumentos para a perpetuação dessa mania saborosa.