'DEZEMBRO VERMELHO'
Cerca de 200 estudantes participaram de caminhada
Ação foi promovida pelo Centro de Doenças Infectocontagiosas (Cedic)

Por Adriana Ferezim

Caminhada. Participantes saíram do Largo do Mercado Municipal e seguiram pela rua Governador Pedro de Toledo

Crédito: Divulgação

Caminhada. Participantes saíram do Largo do Mercado Municipal e seguiram pela rua Governador Pedro de Toledo

Terça-feira, 3 de dezembro de 2019
As estatísticas em relação à Aids continuam aumentando, principalmente entre jovens e idosos e conscientizar de que a prevenção é a única maneira de evitar a doença - que ainda não tem cura - foi a atitude tomada pelos participantes da caminhada que marcou o início da Campanha 'Dezembro Vermelho', na manhã desta segunda-feira (2). A ação foi promovida pelo Centro de Doenças Infectocontagiosas (Cedic), com apoio da Diretoria de Ensino Região de Piracicaba (DE), Coordenadoria em Programas de Alimentação e Nutrição (Cpan), Agentes de Saúde, Centro de Apoio aos Portadores de HIV/AIDS e Hepatites Virais (Caphiv), Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran), Guarda Civil e Câmara de Vereadores.
O coordenador do Programa Municipal de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISFs/Aids), Moisés Taglieta, explicou que entre os 200 participantes, estavam estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental das Escolas Estaduais 'Dr. Prudente', 'Professora Mellita Lobenwein Brasiliense' e 'Professor Manassés Ephrain Pereira'. "Eles apresentaram trabalho que realizaram em relação à Aids nas escolas. Também levaram faixas", explicou.
A caminhada teve início no Mercado Municipal, onde foi realizada uma homenagem às pessoas que já morreram em decorrência da Aids. O grupo percorreu a rua Governador Pedro de Toledo, até a rua São José. "Durante o trajeto, fomos distribuindo panfletos e preservativos às pessoas na rua, explicando sobre a importância da prevenção. Também conversamos com os lojistas e os trabalhadores do comércio. Convidamos a todos a participar dessa luta, que se envolvam nas campanhas e se previnam", explicou Taglieta.
Ele ressaltou que o Cedic promove ações o ano todo de prevenção às ISFs/Aids. "As ações são intensificadas em dezembro, que marca o mês de luta. Mas lembramos às pessoas que a Aids ainda não tem cura e estamos em um momento que as extremidades da pirâmide da faixa etária são as que mais estão em risco: os jovens e os idosos", explicou.
Ao chegarem à praça José Bonifácio, os manifestantes organizaram a realização de testes rápidos, que foi intensificada em todo o País, e seguiram para a Câmara de Vereadores, onde foi realizada uma reunião solene pela Campanha 'Dezembro Vermelho'. Depois os manifestantes voltaram para a praça, onde foi continuado o trabalho de abordagem e conscientização da população, como os testes rápidos que foram aplicados por voluntários do Caphiv.
Estatísticas preocupantes
Piracicaba registra 2.017 pessoas com Aids desde 1982. Em 2018, foram registrados 13 novos casos de Aids e 81 novos diagnósticos de pessoas portadoras do vírus HIV. São pessoas que estão contaminadas, mas que ainda não desenvolveram a Aids.
"Nessa condição, nos anos 1980, as pessoas tinham apenas 54 semanas de vida, era a previsão. Hoje em dia, não há um tempo, porque o tratamento evoluiu, mas ainda é uma doença grave e que afirmou mais uma vez, não tem cura", comentou.
Até novembro de 2019, o Cedic registrou 77 novos casos de pessoas diagnosticadas com o HIV e seis pessoas desenvolveram Aids. "A doença ainda traz preconceitos e quem a tem risco maior de desenvolver outros problemas de saúde, como os cardíacos", comentou.