DINHEIRINHO EXTRA
O que fazer com o 13º?
Consumidor, seguindo especialista, deve preferir os pagamentos à vista

Por Adriana Ferezim

A maioria dos trabalhadores e aposentados já tem o destino certo para o 13º salário, mas especialista lembra da importância de quitar ou reduzir dívidas e das compras de Natal

Crédito: iStock

A maioria dos trabalhadores e aposentados já tem o destino certo para o 13º salário, mas especialista lembra da importância de quitar ou reduzir dívidas e das compras de Natal

Sexta-feira, 8 de novembro de 2019
A primeira parcela do 13º salário deve ser paga aos trabalhadores até o dia 30 de novembro e a segunda, até o dia 20 de dezembro. Para os aposentados e pensionistas do INSS, o pagamento da segunda parcela (a primeira foi paga entre agosto e setembro), deverá ocorrer entre 25 de novembro e 6 de dezembro. De acordo com o professor-doutor em Economia Francisco Constantino Crocomo, os trabalhadores e aposentados já contam com esse recurso e a maioria já tem destino certo para esse recurso a mais de final de ano.
“O mais recomendado para as pessoas endividadas é que usem a primeira parcela do 13º salário para quitar ou reduzir o valor da dívida. Os juros gerais baixaram, mas isso ainda não ocorreu com o cheque especial e com o cartão de crédito, que continuam altos. Pagar essas dívidas é o ideal para garantir a Saúde Financeira do Orçamento”, afirmou.
Crocomo ressaltou que é importante também que as pessoas usem parte do dinheiro, que pode ser a segunda parcela, para realizar compras no Comércio, mesmo que seja de lembrancinhas. “O consumo é bom para a Economia e para a geração do emprego, principalmente de postos temporários. As lojas contam com essas vendas, mas o consumidor deve ficar atento a dar prioridade para pagar as compras à vista”, afirmou.
Segundo Crocomo, é preciso evitar compras parceladas, principalmente usar o cartão de crédito de forma a extrapolar a condição de pagamento. “É preciso lembrar que o início do ano exige pagamentos de impostos, matrículas em escolas, compra de materiais escolares. Fazer dívida para pagar no início do próximo ano não é recomendado”, orientou.
Todos os gastos de final de ano e de início do ano precisam ser calculados pelos trabalhadores para evitar maior endividamento. “A Economia começa a demonstrar reação, os empregos tiveram uma pequena alta, mas ainda não há segurança de garantia da manutenção do emprego, que vem com o aquecimento maior da economia. Ainda há muitos desempregados e até mesmo trabalhadores de empresas que terão dificuldade para pagar o 13º salário. Por isso também é preciso evitar fazer dívidas”, explicou o professor.