OUTUBRO DE 2017
Pais de vítima de abuso sexual cobram a Justiça
Eles aguardam o fim do inquérito que apura tentativa de estupro

Por Da Redação

No Centro. Boletim de Ocorrência foi elaborado na Delegacia de Defesa da Mulher

Crédito: Antonio Trivelin

No Centro. Boletim de Ocorrência foi elaborado na Delegacia de Defesa da Mulher

Terça-feira, 12 de novembro de 2019
O casal que no ano passado acionou a Justiça acusando um Guarda Civil (GC) de ter molestado a filha deles, em outubro de 2017, quando a garota tinha 13 anos de idade, cobra a conclusão do inquérito que investiga a tentativa de estupro de vulnerável. Há um ano, especificamente em 14 de novembro de 2018, a Gazeta noticiou o fato, quando os pais da menina procuraram o matutino para divulgar o caso de abuso sexual. Na ocasião, eles relataram que a filha havia sido vítima de uma tentativa de estupro pelo GC que, embora seja aposentado, continua trabalhando na sede da corporação municipal.
De acordo com os pais da menina, o GC que está sendo acusado utilizou o celular de sua própria filha (que era amiga da vítima) e, por meio de mensagem, se passou por ela para atrair a menina de 13 anos de idade para sua casa, na Região do distrito de Santa Teresinha. Segundo o Boletim de Ocorrência número 2.324/2018, elaborado na Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM), de Piracicaba, quando a garota se dirigiu à casa da amiga teria sido recebida pelo homem, que estava sozinho na residência.
No local, ele acionou um filme pornográfico e ofereceu bebida alcoólica à garota. Diante da recusa da vítima, o suspeito passou a acariciá-la nas partes íntimas. E quando a menina tentou gritar por socorro, o investigado colocou uma nota de R$ 100,00 no sutiã da garota e ameaçou matar seus familiares caso ela contasse algo sobre o episódio.
"Foi aberto um inquérito e, há alguns meses, a juíza deu um prazo de 90 dias para a conclusão do caso. Mas esse prazo já venceu no final de outubro", diz a mãe da jovem. "A gente quer uma resposta, não queremos que caia no esquecimento. O inquérito já era para estar encerrado, mas ainda não encerrou", acrescentou.
O pai da vítima, que também é um GC, observou que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal "está aguardando a conclusão do inquérito criminal para se posicionar". "Enquanto não julgar na Justiça, lá (GCM) fica parado. Ele trabalhava numa Inspetoria, mas depois do caso foi transferido para a sede da GCM, enquanto o caso é julgado", contou o genitor.
Depois do caso, a família da vítima (que morava num imóvel vizinho ao do GC acusado) vendeu a casa e foi morar em Charqueada (SP).
"Depois voltamos para Piracicaba e agora estamos morando de aluguel", relatou a mãe da vítima, que salientou que a filha (que hoje tem 15 anos de idade) passa por tratamento psicológico há cerca de um ano. "Aparentemente ela está bem, mas toda vez que vai à psicóloga, desaba", declarou.
TJ-SP
A Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) informou que "processos que envolvem menores tramitam em segredo de Justiça, dessa forma, não temos informações disponíveis sobre o caso".