SHOW NESTA SEXTA
'Novas geraes querem fazer coisas novas'
O autor da frase Paulo Ricardo, que se apresentar no 'Cristvo'

Por Felipe Rodrigues

'Olhar 43'. O vocalista Paulo Ricardo faz turn 'Rdio Pirata Ao Vivo 35 anos', revive canes que marcaram os anos 1980 e resgata 'aquele momento nico no Rock Nacional'

Crdito: Isabella Pinheiro

'Olhar 43'. O vocalista Paulo Ricardo faz turn 'Rdio Pirata Ao Vivo 35 anos', revive canes que marcaram os anos 1980 e resgata 'aquele momento nico no Rock Nacional'

Sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Um dos artistas mais conhecidos do Brasil desde os anos 1980, o cantor Paulo Ricardo tornou-se uma autoridade quando o assunto é Música. O roqueiro, que marcou o cenário musical com hits como 'Rádio Pirata' e 'Olhar 43', vê com orgulho a história que ele deu início em um dos momentos mais emblemáticos da Música nas últimas décadas, junto a outros grandes nomes do Rock Tupiniquim, mas sabe reconhecer que o momento é outro e que é preciso entender as mudanças. Com o rock mais 'engessado' e sem grandes revelações que estourem nas rádios ou meios digitais, o Brasil e o mundo têm visto o surgimento de artistas com muito mais frequência em outros gêneros, como o Hip Hop, o Funk, o Pop ou o Sertanejo.
"Vejo isso como uma coisa normal. As novas gerações querem fazer coisas novas, dar sua cara à Música Popular Brasileira. É um privilégio ter feito parte daquela cena (do Rock dos anos 1980), mas a fila anda. O importante é que escrevemos a história do Rock Nacional e, pra quem não viveu, aí está a turnê 'Rádio Pirata ao Vivo 35 Anos".
Ele apresentará esta turnê, em Piracicaba, nesta sexta-feira (8), a partir das 21 horas. Paulo Ricardo e sua banda revisitam o mesmo repertório do show mais emblemático dos anos 1980, com músicas como 'Rádio Pirata', 'Revoluções por Minuto', 'Alvorada Voraz', 'A Cruz e a Espada', 'Naja', 'Olhar 43', 'Estação no Inferno', 'London London' e 'Flores Astrais'.
"A turnê 'Rádio Pirata ao Vivo' foi um marco, quebrou todos os recordes e estabeleceu novos paradigmas em termos de som, de luz, figurino, etc, além de ter gerado o álbum homônimo, a maior vendagem da história da Indústria Fonográfica no Brasil. Com a direção de Ney Matogrosso, este show está gravado na memória de quem viu, mas sobretudo havia muitos pedidos de quem não viu. Trinta e cinco anos é uma data marcante e decidimos encarar essa viagem no tempo. Bastaram poucos ensaios e estreamos dia 7 de setembro, no Rio, com direito a raio laser e tudo mais", falou.
Ele entende que o grande atrativo da apresentação 'é atender à demanda de público'. "Eu não sou uma pessoa particularmente saudosista, mas achei que era a hora certa e a turnê está sendo um grande sucesso, graças a Deus", afirmou. "Quem me segue no Instagram e viu algumas imagens sabe do que estou falando. É uma emoção diferente, como se pudéssemos voltar no tempo e resgatar aquele momento único no Rock Nacional".
Sobre a canção que dá nome ao espetáculo, Paulo Ricardo comentou: "Rádio Pirata surgiu num momento em que havia uma proliferação de rádios ilegais em São Paulo. A metáfora era perfeita: piratas pirados, garotos que exigiam não só eleições diretas já, mas Diversão e Arte, o rádio e a televisão. A Geração Coca-Cola queria tomar o pode. Pirataria nas ondas do rádio. A composição, o poderoso Rock n'Roll de três acordes, foi o veículo ideal para o grito de revolução e acabou batizando a turnê".