TRANSPORTE COLETIVO
Redução de linhas gera reclamações
Via Ágil: 'as revisões operacionais são realizadas pela Semuttran'

Por Marcelo Rocha

Usuários reclamam da redução de Linhas de Ônibus que atendem a Região Leste

Crédito: Adriano Rizzo

Usuários reclamam da redução de Linhas de Ônibus que atendem a Região Leste

Quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Usuários de algumas Linhas de Ônibus que atendem aos bairros da Região Leste de Piracicaba, recentemente alteradas pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran) e pela empresa Via Ágil, continuam reclamando problemas como a redução da oferta de horários e a superlotação dos coletivos. O estudante universitário Maycon Costa, que utiliza diariamente as Linhas da Zona Leste em direção ao Centro, é um dos insatisfeitos com as mudanças.
"Esta Região da Zona Leste da cidade, que compreende desde a Esalq (Escola Superior de Agricultura 'Luiz de Queiroz') até o Cecap e a Região da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), vem sofrendo cortes de Linhas de Ônibus", relatou. De acordo com o rapaz, as alterações e reduções de Linhas estão causando transtornos às pessoas que dependem diariamente do Transporte Coletivo.
"Por exemplo, agora só temos a Linha Cecap (Linha 240) e a Linha Santa Casa (Linha 223) que saem do Terminal do Piracicamirim (TPI) para o Terminal Central de Integração (TCI), já que as Linhas Sol Nascente e Noiva da Colina, que também faziam esse itinerário, foram retiradas e não foram acrescentados novos ônibus. Assim, os ônibus estão sempre superlotados, com atrasos, um verdadeiro caos", criticou.
"A Linha 240 está passando batido nos pontos, porque não tem mais como botar gente dentro do ônibus, sempre está lotado", reclamou a cozinheira Neusa Aparecida Ribeiro, 32 anos de idade, moradora do bairro Cecap. De acordo com ela, o problema se agravou com a extinção da Linha 250, que partia do Terminal Cecap, passando por bairros como Terra Rica e Altos do Taquaral, e seguia direto para o Centro, sem passar pelo Terminal Piracicamirim (TPI).
"Depois da mudança, essas duas Linhas (240 e 250) foram unificadas e, agora, não cabe mais gente dentro dos ônibus que estão superlotados", declarou. "E o fim da Linha Sol Nascente também agravou a superlotação da Linha 240, pois os moradores do bairro Sol Nascente agora dependem dele (240)", acrescentou a cozinheira.
Maycon reforçou a queixa lembrando que a redução da oferta do Transporte Público Coletivo também impacta na piora do Trânsito na cidade. "Nos horários de pico, alguns pontos da cidade já travam e agora, retirando esses ônibus, serão lançados mais carros, veículos individuais, nas ruas da cidade, o que é insustentável", afirmou.
Via Ágil responde
Questionada, a empresa Via Ágil - Concessionária responsável pelas Linhas de Ônibus no município - respondeu que "os projetos de revisões do serviço de Transporte Coletivo visam à adequação da oferta de viagens com o número de passageiros, sendo realizados sempre que necessários". A nota informa que "as revisões operacionais são realizadas pela Semuttran, a partir das constatações que a empresa Via Ágil obtém em relação à variação no número de passageiros transportados".
Após a implantação dos Projetos, diz a Via Ágil, tanto os técnicos da Semuttran quanto da Concessionária realizam acompanhamentos, e caso se constate a necessidade de ajustes pós-implantação, estes são realizados. 
"É o caso dos bairros Sol Nascente e Alvorada, foi implantado um projeto de atendimento que foi anteriormente apresentado à liderança do bairro. E após a implantação, em conversa novamente com esta liderança, constatou-se a necessidade de readequações, onde, a partir do próximo dia 30 de setembro, serão implantadas", diz o comunicado, que observa que "esta é uma rotina comum deste importante serviço público".
A Via Ágil salientou que as alterações das Linhas de Ônibus são divulgadas de forma eletrônica (nos sites da empresa e da Semuttran) e de forma impressa dentro dos ônibus e nos Terminais.